Na tarde dessa segunda-feira (08), durante a edição do programa Toque de Primeira, Júnior Pezão, ex-treinador do sub-20 do Atlético, concedeu entrevista ao repórter Juliano Moreira, da Rádio 730, e detonou a situação das categorias de base do Dragão.
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A produção da Rádio 730 entrou em contato com o professor Alcides, responsável pelas categorias de base rubro-negras, que se mostrou indignado com a entrevista de Pezão e detonou o técnico. “Acho que o Pezão deve estar maluco mesmo. Disse que revelou jogador no Atlético. Como revela jogador em três meses? Ele chegou em novembro. Todos os atletas já estavam lá quando ele chegou para preparar o time para a Copa São Paulo de Juniores. Perdemos o jogo para o Criciúma e para o Rio Claro por incompetência dele”.
Alcides continuou respondendo as acusações feitas por Júnior Pezão. “Ele é um mentiroso, ao dizer que estão faltando as coisas. Ele é treinador de futebol. Não organizou nada. Lá tem administrador. Na base, não está acontecendo anda de irreal. Se o Pezão não gosta do Paulo Neli, é problema dele. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém”.
O dirigente rubro-negro ainda esclareceu o motivo de ter dispensado Pezão por telefone e não pessoalmente. “O Pezão é pedante e quer mandar em todo mundo. Dispensei por telefone, porque ele chegou na faculdade pra receber às 10h e o financeiro avisou que eu só poderia atender ele depois do almoço. Tinha até 17h para pagar e ele ficou gritando lá. Está arrotando agora, porque está com dor de cotovelo. Pensei que era um cara integro. Não é homem, é um malandro. Está fazendo acusações que não existem”.
“Comuniquei ao Adson, ao Maurício a saída do Júnior Pezão, que falaram que eu tenho total autonomia para fazer o que quiser com a base”, completou Alcides.
Presídio?
O ex-treinador do sub-20 do Dragão disse que, quando chegou ao clube, o alojamento da base parecia um presídio, versão contestada por Alcides. “Isso na cabeça dele. Lá tem lugar para 40 pessoas e tinham 40 jogadores. A responsabilidade pela higiene é dos próprios atletas. Nunca faltou nada. Se falta comida ou se o banheiro é desorganizado, deve ser na casa dele. Os jogadores estão se alimentando direito. Se disserem o contrário, estão mentindo”.
Pagar para jogar na base
Sobre a denúncia de que os pais dos jogadores têm de pagar para algumas pessoas, para que os filhos tenham chance de atuar na base rubro-negra, Alcides admitiu que a acusação procede, mas não no sub-20. “Aconteceu isso com o ex-preparador físico do sub-17 e sub-20, o Mazinho, que o Adson me chamou e mostrou vídeo disso. Isso aconteceu no Sub-17. O Mazinho foi desligado do clube”.
Ouça na íntegra a entrevista exclusiva do professor Alcides Ribeiro:
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