Ao término do primeiro tempo no Serra Dourada neste domingo, o torcedor atleticano provavelmente estava satisfeito com a vitória parcial do rubro-negro goiano por 1 a 0 em cima do Palmeiras, mas receoso com o que poderia vir. Entretanto, o Atlético-GO não repetiu os jogos contra Ceará e Internacional, em que cedeu o empate na segunda etapa. Por este fator, o técnico René Simões exaltou a vitória em cima dos palmeirenses por 3 a 0.

“Não podíamos repetir o segundo tempo de Ceará e Internacional. É ridículo você fazer três jogos iguais”, disse ele, em entrevista coletiva após a partida. “Fico muito satisfeito que a equipe tenha aprendido a jogar com o placar na frente. É uma grande lição. O pior da vida não é você errar, é você continuar cometendo os mesmos erros, aí é falta de inteligência”, complementou.

Segundo ele, a conta para a garantia da permanência do time goiano na Série A continua sendo os 43 pontos, ou seja, uma vitória contra o Avaí na próxima rodada pode confirmar o dragão na Série A em 2011. De fato, com uma combinação de resultados, o Atlético-GO pode se garantir na primeira divisão já matematicamente no próximo domingo.

René elogiou os oito mil torcedores que, após o apelo dos jogadores e diretoria rubro-negra, estiveram presentes no jogo. “Nota mil. Vamos chegar aos vinte mil, temos o jogo do São Paulo pra isso”, comentou. Ele ainda deu o recado aos torcedores. “Ganhando ou perdendo esteja com o time, porque ele precisa de você”, reforçou.

Róbston

A atuação de Róbston também foi enaltecida pelo treinador. Segundo René, o meia/volante atleticano vem mostrando bastante amadurecimento desde que assumiu o time. “Eu quando cheguei aqui o Róbston era o dono do time. Eu não sei se ele era o dono do clube, mas o dono do time eu sei que ele era. Então as coisas aconteciam como ele queria. Foi a primeira coisa mostrar pra ele que ele não era o dono do  time, ele pode ser o termômetro do time, mas o dono do time ele não era”, comentou o treinador.

“Então nós fomos fazendo algumas coisas, perdeu a faixa de capitão, foram coisas didáticas, e aí é que eu digo que o futebol é muito difícil, porque você trabalhando tem que fazer esses movimentos, essas ações didáticas pra ensinar os jogadores, mas às vezes a imprensa não entende, e aí o jogador fica se baseando no que falam, e às vezes ele não aceita o que você está propondo pra ele”, acrescentou.