A cidade continua dominada pelas drogas e o fato nem é mais notícia. Os resultados dessa liberalidade lotam as ruas, as bocas-de-fumo, as calçadas, os presídios, os processos, as marquises e a pauta dos veículos de comunicação. O programa Clube do Bem, das 10 às 11 da manhã aqui na Rádio 730, tem a pauta cheia de casos de pessoas em recuperação nas casas de fraternidade. Apresentado pelo jornalista Marcelo Augusto, o Clube do Bem mostra a luta dos dependentes químicos, de seus familiares e dos voluntários. Em geral, a história começa com um cigarro de maconha que algumas autoridades acham que não faz mal a ninguém.
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O sujeito que defende a liberação das drogas deve ser interpretado por diversos ângulos.
No primeiro, ele é apenas uma besta quadrada e deve ser visto como fugitivo do manicômio ou futuro cliente de clínicas que tratam de idiotia.
No segundo, ele quer aparecer e, em vez de amarrar uma melancia no pescoço, resolveu incentivar o vício e os outros que se danem.
No terceiro, ele é um irresponsável que não tem ideia das consequências ou sabe os efeitos da bobagem que prega, mas odeia o ser humano.
O quarto ângulo a ser encarado é o mais terrível, porque engloba os homens públicos. A autoridade que defende a liberação das drogas é parceira do tráfico, ainda que indiretamente, ainda que não queira, ainda que finja propósitos nobres.
São autoridades fracassadas, que perderam a guerra para os traficantes e agora se aliam a eles. Em vez de buscar outros métodos de combate, preferem entregar os jovens às drogas em definitivo.
Os métodos para se livrar das drogas são traumáticos, cruéis, invasivos, de eficácia a ser comprovada na prática. Nenhum desses métodos é mais eficiente que evitar a primeira vez, dizer “não” ao cigarro, dizer “não” ao copo de bebida alcoólica, dizer “não” à maconha. Algumas autoridades, do governo e da oposição, querem que a juventude diga “sim”. Felizmente, a maioria dos jovens desobedece a essas autoridades vagabundas. Felizmente, o clube do bem é muito mais numeroso, forte e abençoado que essa gente do mal.











