Adson Batista, presidente do Atlético-GO (Foto: Paulo Marcos/ACG)
Em conselho técnico realizado na última quinta-feira (27) na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, foi divulgada a tabela do Campeonato Brasileiro da Série A de 2020, que acontece entre os dias 3 de maio e 6 de dezembro. De volta à elite do futebol brasileiro após dois anos disputando a segunda divisão, o Atlético Goianiense não terá vida fácil nas primeiras rodadas.
A estreia do Dragão será fora de casa contra o Corinthians em São Paulo e logo na segunda rodada o adversário será o atual campeão Flamengo em Goiânia. Em entrevista à Sagres 730 o presidente Adson Batista avaliou de forma positiva a reunião mas lamentou a sequência “pesada” no início da competição.
“A avaliação (da reunião) foi muito boa, o Atlético foi muito respeitado, mas eu não gostei dos primeiros jogos porque a gente vai enfrentar as duas maiores equipes e torcidas do Brasil. Logicamente a gente queria enfrentar esses times em uma situação de estar mais ambientado, mais adaptado à competição. Mas é claro que Campeonato Brasileiro não tem jogo fácil e nós teremos que lutar, e fazer de uma dificuldade uma oportunidade”, disse.
>>> Confira a tabela do Atlético-GO na Série A 2020
Segundo o dirigente do Dragão, houve um contato com a direção da CBF para que a entidade tentasse evitar o que aconteceu em 2017, quando o clube enfrentou Coritiba fora de casa, Corinthians e Flamengo em casa, saiu para enfrentar o Bahia e ainda encarou o rubro-negro carioca pela Copa do Brasil entre as rodadas da Série A. Os resultados ruins nessa sequência de jogos acabou resultando na demissão do técnico Marcelo Cabo.
“Eu fiz um pedido ao Manoel Flores (diretor de competições da CBF) olhar com carinho essas situações porque se o Atlético jogar com o Flamengo aqui e o Goiás jogasse imediatamente poderia prejudicar as equipes, até financeiramente falando. Citei que em 2017 tivemos essa sequência ruim, infelizmente aconteceu de novo. Mas o Atlético não pode ficar reclamando, não adianta reclamar, nós temos é que tentar surpreender porque esse é o nosso maior objetivo”, revelou o presidente.
Outro ponto que não agradou Adson Batista foi a proibição da venda do mando de campo. A questão foi colocada em votação aos 20 clubes, mas apenas seis votaram a favor. Além do Atlético-GO, Internacional, Ceará, Vasco, Botafogo e Flamengo também era a favor da liberação para os clubes mandarem duas partidas fora de suas respectivas cidades.
“Eu achei ruim porque algumas arenas tão bonitas com as de Brasília e Manaus ficarão fora. Poderíamos ter delimitado uns dois ou três jogos para cada equipe que não era nada que impactava, mas os clubes se mobilizaram e entenderam que isso não era tão interessante e nós fomos voto vencido”, explicou.
O presidente ainda destacou que tinha interesse de vender alguns mandos de campo pensando principalmente na questão financeira.
“Tinha interesse para que a gente pudesse trazer receita para o clube e também porque o Serra Dourada hoje não tem condições de receber um jogo com perfil de Atlético e Flamengo. É uma situação que nos preocupa muito, espero que o Governo do Estado posso entender que o futebol é muito importante e possa resolver esse problema porque os clubes não têm condição de arcar com essa demanda”, analisou Adson Batista.
Em entrevista à Sagres 730, o presidente rubro-negro ainda falou sobre a quantidade de ingressos que será dedicada ao time visitante, o preço que irá praticar durante o Brasileirão e também sobre a busca por um novo treinador. Ouça na íntegra:
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