Popular entre os jovens e adolescentes, o cigarro eletrônico, também conhecido como “Vaper”, tem aparência moderna e uma diversidade de sabores. Com isso ele dá uma falsa sensação de ser menos tóxicos que os convencionais. O produto é facilmente encontrado em tabacarias em Goiânia e pela internet.
No entanto, segundo a médica Pneumologista, Marília Uehara “os vapes é uma nicotina aquecida ligada a uma bateria que contém metais pesados, aromatizantes e produtos químicos. Logo eles causam desde doenças cardiovasculares, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças pulmonares como enfisema pulmonar, dermatites e até câncer.” afirmou a profissional de saúde.
Ela ainda abordou que muitas vezes os cigarros eletrônico são usados de forma compartilhada que favorece a disseminação de doenças virais, principalmente o Covid-19.
Proibição
A comercialização do produto é proibida pela Anvisa desde 2019. Somente em fevereiro, o Procon notificou 18 tabacarias em Goiânia. Durante a fiscalização, foram apreendidos 20 litros de frascos de líquido e 10 quilos de acessórios para cigarros eletrônicos. Além disso, também foram encontrados 40 quilos de essência de Narguilé e 20 quilos de cigarros falsificados.
O chefe do Jurídico do Procon Goiânia, Nayron Toledo informou quais as medidas de punição para esses casos.
“Nós recolhemos esses produtos e descartamos no aterro sanitário já que eles são proibidos de serem comercializados. Já nesses estabelecimentos que já tiveram o prejuízo de perder seus produtos, além disso eles vão ter um prazo de até 20 dias para apresentarem defesa para o Procon, porque será mensurado a aplicação de multa. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, ela pode ser de R$ 700 à R$ 10 milhões de reais.”
Números
Dados da Receita Federal revelam que o crescimento de apreensões do cigarro eletrônico superou a marca dos 600% considerando os anos de 2020 e 2021. Já neste ano, o mês de janeiro já ultrapassou toda a quantidade recolhida em todo o ano de 2020.
Caso seja flagrado a comercialização do cigarro eletrônico, a população pode denunciar por meio dos telefones (62) 3524-2942 e 3524-2936, ou pelo aplicativo Prefeitura 24h.
Rodrigo Melo é estagiário do Sistema Sagres de Comunicação, em parceria com o Iphac e a PUC Goiás, sob supervisão do jornalista Thaís Dutra.
Leia mais:








