Em resposta à Assembleia geral que será realizada na próxima quinta-feira (11) entre a CBF e as 27 federações de futebol do país e que pretende discutir uma reforma estrutural na entidade, o movimento Bom Senso FC, composto por vários jogadores profissionais do Brasil, emitiu um comunicado oficial em que voltam a pedir a renúncia de Marco Polo Del Nero à presidência da CBF e, dessa vez, de forma imediata.
Para o Bom Senso, a Assembleia poderia servir para Marco Polo Del Nero, atual presidente ligado à gestão de José Maria Marín, preso no escândalo da FIFA, colocar outra pessoa de sua confiança à frente da entidade. A ideia do movimento é evitar que o poder seja passado novamente para o mesmo grupo político que domina a CBF há anos.
Em trecho da nota, o Bom Senso deixa claro a intensão de evitar esse fato e a desconfiança com a gestão de Del Nero: “Pelo posicionamento público dos dirigentes da CBF, e pelas informações obtidas pela imprensa, não acreditamos que a Assembleia Geral da próxima quinta-feira, dia 11, sob o comando de Marco Polo Del Nero, aprove essas medidas democratizantes. Dessa forma, defendemos a renúncia imediata do presidente Del Nero ao seu cargo e convocação de novas eleições”.
As denúncias de corrupção na FIFA e a prisão de José Maria Marín, atual vice-presidente da CBF e quem passou o poder a Marco Polo Del Nero, enfraqueceram bastante a força político do atual presidente e colocaram em risco sua permanência no comando da CBF. A FBI, polícia norte-americana que investiga o caso, emitiu um comunicado dizendo que há mais um brasileiro sendo investigado por ligação nos escândalos da FIFA, mas ainda não revelou o nome. Teme-se que seja justamente Marco Polo Del Nero.
Confira na íntegra a nota emitida pelo Bom Senso FC:
A partir da prisão de Marin e da renúncia de Blatter, o Torcedor, a comunidade do futebol e a sociedade brasileira cobram mudanças reais no modelo de gestão da Confederação Brasileira de Futebol.
O Bom Senso FC reitera a público as propostas de mudanças estatutárias que visam democratizar a CBF e iniciar o processo de renovação reivindicado pelos torcedores, por ídolos do nosso futebol e por amplas parcelas da mídia e da sociedade.
1) limitação de mandatos, permitindo apenas 1 (uma) reeleição à Presidência da entidade;
2) Democratização das instâncias de decisão da CBF, como o Colégio Eleitoral, a Assembleia Geral e os Conselhos Técnicos, garantindo direito proporcional de voto aos atletas, técnicos e gestores;
3) direito a voto a todos os clubes participantes do Campeonato Brasileiro, de todas as divisões, na Assembleia Geral da CBF;
4) diminuição da cláusula de barreira: apoio de 1 (uma) Federação ou de 1 (um) clube para inscrição de chapas à Presidência da CBF;
5) adoção das medidas de Fair Play Financeiro previstas no texto original da MP 671;
6) banimento do esporte de todos os envolvidos com escândalos de corrupção.












