O  presidente  da  Confederação  Nacional  da Indústria (CNI),
Armando  Monteiro  Neto,  classificou  como  “muito positiva” a proposta do
ministro  da  Fazenda,  Guido  Mantega, de um pacto com o empresariado para
blindar a economia contra riscos de instabilidade neste ano eleitoral.

“A  economia  brasileira não pode ser contaminada por tentações próprias do
ano  eleitoral, como expansão imoderada de gastos e iniciativas demagógicas
na  área  trabalhista,  como  a  redução  por imposição legal da jornada de
trabalho. A sociedade tem de estar vigilante para que não haja retrocessos.
É  preciso  que  o  futuro  governo  receba  o  país nas melhores condições
possíveis”, destacou Monteiro Neto, em entrevista aos jornalistas na CNI.

No  discurso  com  que abriu, em seguida, o seminário Redindústria, que irá
selecionar os projetos em tramitação no Congresso de interesse da indústria
que  integrarão  a  Agenda Legislativa da Indústria 2010,   o presidente da
CNI  reforçou  a  necessidade  de  se manter o equilíbrio fiscal no ano das
eleições.

“É  preciso que permaneçamos atentos, num ano eleitoral como este, para que
o  país  não  venha  a desviar-se dos trilhos da responsabilidade fiscal. É
fundamental  que  não  se  agravem  ainda  mais  os custos de manutenção da
máquina pública e o aumento dos gastos públicos correntes, em detrimento da
redução  dos  juros  ou  do  aumento  dos  recursos  para  investimentos em
infraestrutura ou melhoria do sistema de ensino”,  assinalou.

Na  presença dos deputados Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) e Cláudio Vignatti (PT-SC) e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que participariam de  debate  no  seminário,  Monteiro  Neto alertou que o fato do Brasil ter atravessado  a  crise  econômica  sem graves consequências não pode criar a ilusão de que não persistem problemas a superar.