Sagres em OFF
Rubens Salomão

Composição de chapa bolsonarista com Vitor Hugo pode ser plano B de Lissauer Vieira

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (PSD), mantém como prioridade o trabalho de articulação política para garantir o apoio do governador Ronaldo Caiado (UB) e da maior parte dos partidos aliados à sua pré-candidatura ao Senado. No entanto, entre as alternativas consideradas no início desta semana, está mais avançada a possibilidade de composição da chapa majoritária bolsonarista no estado. Lissauer fez coro com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e considerou que projeto ao Senado se mantém “em qualquer situação”.

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Desde antes da visita de Kassab, Lissauer já considerada em conversa com a Coluna outras composições no caso de não haver apoio majoritário na base caiadista. O deputado, porém, não confirmava nem rejeitava diálogos com outros pré-candidatos a governador. Do outro lado da linha, o presidente regional do PL, deputado federal Major Vitor Hugo, confirma que tem mantido conversas com o presidente da Alego e tem esperança de que uma aliança possa ser possível, mesmo que a chapa tenha previamente escolhido Wilder Morais como pré-candidato ao Senado.

“Sei do caráter dele (Lissauer), da dedicação que ele tem ao agronegócio em Goiás e da representatividade e potencial que ele tem para qualquer cargo que ele queira ocupar. É sim alguém com quem a gente tem mantido conversas, diretas ou através de interlocutores, e vamos aprofundando”, avalia o pré-candidato bolsonarista ao governo de Goiás.

Alinhamento

“Esse é o momento de conversarmos com pessoas que têm um alinhamento político e ideológico semelhante ao nosso e eu enxergo isso completamente no presidente Lissauer e torço para que uma aproximação cada vez mais efetiva possa acontecer”, confirmou Vitor Hugo à Sagres.

Divergência

Entre as situações consideradas como alternativas ao PSD em Goiás, Lissauer Vieira se afasta mais de possíveis composições com Gustavo Mendanha ou Marconi Perillo, que têm relação mais profunda de oposição ao governo de Caiado.

Judiciário

A procuradora de Justiça Ana Cristina Ribeiro Peternella França foi nomeada ontem pelo governador Ronaldo Caiado como desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Ela é esposa do presidente do Tribunal, desembargador Carlos Alberto França, e passa a ocupar a vaga destinada ao Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Processo

O nome dela era o primeiro da lista tríplice encaminhada pelo TJGO no início da semana para ser escolhida pelo governador, a partir de lista sêxtupla apresentada pelo Conselho Superior do MPGO. Também figuravam os procuradores Eliseu José Taveira Vieira e Abraão Júnior Miranda Coelho.

Vagas

Ana Cristina irá preencher um dos dez novos cargos de desembargadores criados pela Lei estadual nº 21.237, de 12 de janeiro de 2022. Dessas vagas, oito foram preenchidas por magistradas e magistrados de carreira, sendo as outras duas vagas destinadas ao quinto constitucional.

Currículo

Em meio à situação curiosa de receber a própria esposa na Corte, o presidente do TJGO enfatizou o currículo da procuradora. “Tenho a convicção de que a trajetória de trabalho e dedicação no MP-GO, o conhecimento jurídico, aliado à sensibilidade e espírito público, credenciam a nova desembargadora a contribuir para o engrandecimento do Poder Judiciário goiano”, discursou Carlos França.

Relatório

O governo de Goiás teve superávit orçamentário de R$ 2,39 bilhões nos primeiros quatro meses de 2022. Os números são melhores do que os registrados no mesmo período de 2021, com alta de R$ 1,67 bilhão. Os números foram apresentados pela secretária de Economia, Cristiane Schmidt, na Alego.

Regime vigente 

Este é o primeiro relatório entregue após a vigência do Regime de Recuperação Fiscal, em vigor em Goiás desde 1° de janeiro, e demonstra que o Estado cumpre as metas de despesas acertadas com a União. A receita subiu para R$ 12,4 bilhões, número que supera os R$ 10,5 bilhões de 2021. As despesas estaduais liquidadas foram maiores nos quatro primeiros meses do ano, alcançando cerca de R$ 10 bilhões de despesas diversas, contra R$ 8,89 bilhões nos quatro primeiros meses do ano passado.

Resultados

A Receita Corrente Líquida (RCL) cresceu 18% e atingiu R$ 33,3 bilhões nos últimos 12 meses. Ela foi de R$ 28,2 bilhões no mesmo período de 2021. O maior aumento foi no Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD), de 27%, seguido pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com incremento de 25%. Em terceiro lugar veio o Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA), com 13%.

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