Uma carreata organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde) parte do estacionamento do Estádio Serra Dourada na manhã desta terça-feira (1) rumo à Brasília. São cerca de 1.500 pessoas distribuídas em 30 ônibus, vans e carros de passeio. O objetivo é promover um protesto para impedir o corte de R$ 16,6 bilhões em recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A chamada “Marcha em Defesa da Saúde do Brasil, da Saúde do Povo Brasileiro, da Democracia e do SUS” vai ocorrer simultaneamente à abertura da 15ª Conferência Nacional da Saúde. Manifestantes de todo o País se concentrarão na capital federal por volta das 14h, próximo à Catedral, no Plano Piloto. De lá sairão, em passeata, até o Congresso Nacional, numa caminhada de aproximadamente 1 quilômetro.

Para a Presidente do Sindsaúde, Flaviana Alves Barbosa, é preciso pressionar o Governo para que não apliquem o referido corte no orçamento da saúde em 2016, além de defender a não privatização do serviço. “É fazer pressão no Governo, nos deputados e senadores, porque não pode haver corte na saúde. Nossa saúde já está precária e nós não aceitamos mais cortes. Queremos uma saúde 100% pública e de qualidade, com profissionais concursados, e dizer não à privatização”, afirma.

A manifestação representa um grito popular contra o subfinanciamento e a falência do SUS, considerado o maior e mais abrangente sistema público de saúde do mundo. Os cortes no serviço tornaram-se significativos a partir de 2014, quando houve a diminuição de R$ 3,8 bilhões no orçamento. Em 2015, a redução foi de R$ 5,9 bilhões. No ano que vem o Governo Federal tem a intenção de cortar R$ 16,6 bilhões.

Participam do movimento em Goiás a Secretaria Municipal de Saúde Goiânia, o Conselho Estadual de Saúde (CES/GO), Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems/GO), Central Única dos Trabalhadores (CUT/GO), Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO), Associação dos Hospitais de Alta Complexidade (AHPACEG), Associação Goiana dos Municípios (AGM) e Associação dos Hospitais do Estado de Goiás do Estado de Goiás (AHEG). A expectativa é que o movimento reúna aproximadamente 50 mil pessoas para o protesto.

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