A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) notificou até o último domingo (26) mais de 180 mil casos de dengue em todo o estado, número 53% superior do que o registrado no mesmo período em 2014. A doença é uma das transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pelo zika vírus e pelas febres amarela e chikungunya.
Para o Coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetor da SES-GO, Marcelo Rosa, a falta de combate a criadouros do mosquito pode fazer com que estas doenças se transformem em epidemias.
“Tivemos 187 mil casos de dengue até esta última semana. A gente já confirmou um único caso aqui em Goiás de zika vírus, e nas regiões norte e nordeste alguns estados já tiveram epidemias de chikungunya. Então o Aedes aegypti é um vetor que tem potencial para causar várias epidemias”, afirma Rosa.
Febre, mal-estar, dores nas articulações, manchas avermelhadas pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço estão entre os sintomas que podem ser comuns às doenças transmitidas pelo mosquito. Por isso, o coordenador recomenda que seja procurado um especialista para tratar cada caso.
“A identificação da doença precisa ser feita por um profissional. Se a pessoa tiver os primeiros sinais dos sintomas ela tem que procurar assistência médica para poder fazer um tratamento ou um acompanhamento adequado. Há 30 anos vêm se falando das técnicas de prevenção e, para 2016, e acho que para o resto das nossas vidas, teremos que continuar tomando estes cuidados”, alerta.
Prevenção e multa
Sobre a prevenção, o coordenador faz ainda um alerta sobre o armazenamento do lixo doméstico, que pode acumular água parada se ficar exposto, principalmente no período de chuvas, além dos cuidados para se evitar caixas d’água, cisternas, vasos, baldes e outros recipientes destampados.
Somente a fêmea do mosquito é que transmite a doença, pois é ela que necessita de sangue para alimentar e amadurecer seus ovos. Desde que o ovo é depositado por ela em água parada, leva em média 12 dias para a larva se transformar em mosquito.
Em Goiânia, já vigora uma multa para quem mantém focos ou criadouros do Aedes aegypti. Os valores podem variar de R$ 1.600 a R$ 16 mil. Na capital, desde a última segunda-feira (28), mais de 20 imóveis já foram autuados e multados.
Sintomas
Febre chikungunya
Febre, dores de cabeça, nas articulações e nas costas, erupções na pele, fadiga, náuseas, vômitos, e mialgias, que são dores musculares.
Febre amarela
Febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. A forma mais grave pode levar a insuficiência renal e hepática, icterícia (olhos e pele amarelados) e até hemorragia.
Dengue clássica
Febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, moleza e dor no corpo e muitas dores nos ossos e articulações.
Dengue hemorrágica
Dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.
Zika Vírus
Febre baixa (entre 37,8 e 38,5 graus), dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, dor muscular (mialgia), dor de cabeça e atrás dos olhos, erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira, podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés. Sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem dor abdominal, diarreia, constipação, fotofobia e conjuntivite, além de pequenas úlceras na mucosa oral. Em gestantes, pode afetar o bebê, causando microcefalia no feto.












