A alfabetização é a base de toda aprendizagem, e em Goiás ela tem se consolidado como prioridade estratégica da educação. O Estado celebrou recentemente conquistas importantes, incluindo a obtenção do Selo Ouro do Selo Nacional de Compromisso com a Alfabetização, reconhecimento pelo avanço significativo na formação de leitores no Ensino Fundamental.
Para detalhar esses resultados, o Ser Goiás na TV conversou com Fátima Rossi, superintendente de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Seduc-GO. Segundo Rossi, a fluência leitora dos estudantes do 2º ano saltou de 25% em 2024 para 39,1% em 2025 — um crescimento de 14 pontos percentuais considerado “histórico”.
Assista a entrevista completa exibida no programa Ser Goiás na TV
O desempenho dos estudantes do 6º ano também chamou atenção. Os jovens que foram alfabetizados durante a pandemia de Covid-19 alcançaram 86,1% de fluência leitora, resultado atribuído ao Programa AlfaMais, que atua em regime de colaboração entre o Estado e os 246 municípios goianos. A iniciativa oferece suporte pedagógico, formação continuada para professores e estratégias de acompanhamento individualizado para garantir que nenhum aluno fique para trás.
“Mesmo com os avanços, ainda temos 8,5% dos estudantes do 6º ano no nível de leitores iniciantes. Estamos desenvolvendo ações específicas para que todos alcancem a fluência leitora adequada, garantindo o direito de aprender de forma integral e eficaz”, destaca Rossi.
Parceria e metas para o futuro
O Programa AlfaMais se baseia em pilares como planejamento pedagógico conjunto, formação de educadores, acompanhamento contínuo e utilização de tecnologias educacionais para potencializar a aprendizagem. A superintendente reforça que o sucesso alcançado até 2025 serve como estímulo para ampliar ainda mais os indicadores de alfabetização e fluência leitora nos próximos anos, beneficiando crianças, adolescentes e famílias em todo o Estado.
“Nosso objetivo é que cada estudante goiano desenvolva plenamente a capacidade de ler e interpretar textos, não apenas como habilidade escolar, mas como instrumento de cidadania e desenvolvimento pessoal”, conclui Rossi.
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