As duas crianças que eram torturadas pela mãe em Edéia, que fica a 120 quilômetros de Goiânia, foram encaminhadas pelo Conselho Tutelar da cidade à casa de uma tia delas, em Pontalina, até que a justiça determine com quem os menores ficarão definitivamente.

De acordo com o presidente do Conselho Tutular de Edéia, Sanderson Rocha, antes de encaminhar as crianças foi feita uma triagem por parentes, que tiveram as condições psíquicas, morais e financeiras avaliadas pelo órgão.

O presidente esclarece que, “o Conselho Tutelar não tem poder para conceder guarda provisória ou definitiva. Esta decisão caberá à justiça em conjunto com o Ministério Público”.

Repercussão
A criança de cinco anos não tem o nome do pai no registro de nascimento. Uma suposta avó paterna procurou o Conselho Tutelar com o objetivo de obter a guarda da criança. Os envolvidos devem ser submetidos a exames de DNA para saber se a suspeita procede. O menino de três é filho de um homem que vive em Água Boa, no Mato Grosso. Até o momento as autoridades locais não se conseguiram um contato com ele.

Sanderson conta que o caso chamou à atenção dos poucos mais de 10 mil habitantes de Edéia. Ele relata que várias pessoas ligaram para denunciar onde estava o padrasto, que segue foragido, assim como também para denunciar outro caso de maus tratos a menor de idade.