Em entrevista à Rádio 730, o secretário estadual de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci relata que em termos de gestão a administração conseguiu realizar um ajuste fiscal no Estado, com isso, Goiás terá cerca de 1,5 bilhão para ser investido em infraestrutura, em especial nas áreas de rodovias e no Veículo Leve sobre Trilho, o VLT.

Segundo Vecci, com o acerto foi possível conquistar uma efetividade maior em 2012, porém, para ele, o momento político vivido em Goiás tem atrapalhado algumas questões, mas o Governo tem trabalhado para dar continuidade nas ações. Ele admite que o governador Marconi Perillo enfrenta a maior crise de suas três administrações e alerta: “Nós não queremos e não podemos deixar que a questão política paralise o Estado”.

Para exemplificar os efeitos da crise política goiana, Giuseppe cita o Plano de Ação Integrada, PAI, que deveria ter desencadeado um conjunto de ações em Goiás no mês de março, mas será lançado após do depoimento do governador Marconi Perillo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos.

De acordo com Vecci, o PAI está ancorado em quatro pontos: reduzir projetos, selecionar aqueles que sejam mais perceptíveis para a população; ter recursos, com isso, foi feito um acordo de resultado com 39 órgãos do Estado para incrementar recursos e aumentar a receita; desburocratizar os processos; efetividade, acompanhar para que os programas ocorram.

O secretário afirma que Goiás ocupa uma boa posição em nível Brasil com aumento no número de empregos gerados no Estado, mas é preciso reconhecer que há limitações, para isso é preciso, segundo ele, focar nos pontos fracos. Ele enxerga um complô comandado por estados mais ricos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para acabar com os incentivos. Vecci diz que o estado deverá brigar por reconhecimento no cenário econômico do país contribuindo com a geração de riquezas.