Convidado da Sabatina 730 nesta terça-feira (21), o candidato à reeleição no Senado por Goiás, Demóstenes Torres (DEM), revelou que viu como um “erro estratégico” a tentativa de aproximar a imagem de José Serra, candidato à presidência pelo PSDB, com o presidente Lula (PT), durante a campanha. Entrevistado por Eduardo Horácio, Marcelo Heleno e Altair Tavares no estúdio da emissora, o democrata, que faz parte da base de apoio ao tucano, defendeu a “identidade” do presidenciável.
“Fiquei abismado com o jingle do candidato”, admitiu ele, referindo-se ao trecho que faz referência ao presidente (“Quando o Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá”).
“É uma pessoa formidável, com um passado brilhante e mais preparada – na minha opinião – mas errou”, disse o senador, embora acredite na possibilidade do 2º turno na sucessão presidencial. “Há essa chance, especialmente depois que veio à tona todos esses escândalos e o Serra começa a acertar”, complementou.
Sem problemas
Questionado sobre os problemas e embates que teve com o candidato ao governo pelo PSDB, Marconi Perillo, sobretudo em 2006, quando também disputou o palácio das Esmeraldas, Demóstenes garantiu que não tem mais problemas com o governadoriável, que hoje é aliado.
“Resolvi usar minha criatividade, trabalho e experiência e poder levar adiante o que eu pensava. O que aconteceu comigo e com Marconi é que voltamos a sentar no Senado e conviver. Trabalhamos juntos e penso que isso foi bom”, ponderou.
“Naquele momento, ele pensava aquilo de mim e eu pensava dele. Hoje não penso mais e creio que ele também não. Os partidos se uniram, estamos juntos, eu acredito no trabalho dele e luto para que ele seja governador de Goiás”, finalizou.













