Em entrevista à Rádio Sagres 730 na manhã desta quarta-feira (20), o deputado estadual Karlos Cabral (PDT), que propôs duas emendas de incremento no orçamento da Universidade Estadual de Goiás, ressaltou que a UEG precisa de uma reestruturação. Duas emendas apresentadas pelo parlamentar à Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2021 foram aprovadas pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa nessa terça-feira (19).
No orçamento atual, estão garantidos na Lei Orçamentária para a UEG R$ 301 milhões, sendo R$ 50 milhões incrementados por meio de emenda articulada pelos parlamentares da base governista. A redução do orçamento está no centro de uma discussão com docentes, que afirmam que o valor não é suficiente para cobrir as despesas da universidade.
Uma das emendas apresentadas por Karlos (nº 2064, na peça orçamentária), aprovada na comissão, prevê mais R$ 358 milhões à universidade. É uma recomposição da diferença do valor que, dependendo da receita corrente líquida do Estado, pode chegar a R$ 600 milhões. A outra emenda feita de forma alternativa assegura 2% da receita de impostos para o orçamento da UEG. As duas emendas foram acatadas pelo relator e seguem para apreciação em plenário.
Ouça a entrevista completa:
“Hoje, se tudo que o governo orçou for acatado, poderá chegar na casa dos R$ 600 milhões. Mas se tivermos uma redução de receita no estado e necessariamente uma redução da execução orçamentária, esse valor vai cair. Tanto os 2% da receita quanto o incremento que eu propus gera um orçamento entre R$ 500 e R$ 600 milhões”, explicou.
O governo alega que foi desvinculado cerca de 30% das receitas da aplicação dos 2% direcionados à UEG referentes à emenda de 2016 e que, por isso, o valor destinado à universidade é de cerca de R$ 250 milhões. “Anteriormente, poderia ser aplicado o DRE, que é a desvinculação das receitas do Estado. E, uma vez desvinculado, o orçamento total que era enviado para a UEG não correspondia àquilo que estava previsto. Mas tudo isso é uma questão de gestão e de escolha. O que estamos tentando fazer, independente do orçamento do valor no passado, é fazer uma previsão de orçamento e a execução depende do executivo”, ressaltou o parlamentar.
REFORMA ESTRUTURAL
Karlos ressaltou a necessidade de uma reestruturação da universidade elencando alguns problemas enfrentados pela UEG, entre eles, professores aprovados em concurso que não foram chamados, precariedade de algumas unidades, cursos que saíram da grade e a falta do pagamento de progressão salarial dos docentes. “Quem acompanha, mesmo que de longe, a realidade da UEG sabe que o dinheiro não dá. A UEG tem uma estrutura grande e isso naturalmente tem elevado o orçamento da instituição. Estamos enfrentando um processo de reestruturação da UEG de enxugamento de Campus, que foram criados ao longo do tempo que são hoje insustentáveis”.
Segundo Karlos, existem turmas com 5 alunos dentro de sala de aula, o que eleva o custo de manutenção.”São vários professores e não dá pra continuar mantendo uma estrutura do tamanho que a UEG é hoje. Temos que repensar um formato viável para que a UEG seja sustentável economicamente e que preste um bom serviço para a população”.











