Na primeira viagem internacional depois de ser confirmado nas prévias como pré-candidato pelo PSDB à presidência da República, o governador de São Paulo, João Doria, voltou a usar as principais armas empunhadas por Michel Temer em 2016 para vender promessa de estabilidade econômica. Em conversas com investidores em Nova York, Doria sacou Henrique Meirelles e o teto de gastos para se apresentar como um candidato liberal e responsável no setor da economia.
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O paulista lidera missão empresarial e inaugurou um escritório de promoção comercial do governo paulista na última quinta-feira (02). O ex-ministro da Fazenda, hoje seu secretário na área, foi nomeado o coordenador de seu programa econômico. Apesar disso, Meirelles segue com trabalho cada vez mais intenso para consolidar pleito ao Senado por Goiás e articuladores próximos ao ex-ministro apontam que a participação na campanha tucana não exigirá grande envolvimento, como se em uma consultoria.
A resposta oficial da equipe de Meirelles dá o mesmo tom. A definição é de que, depois de deixar o governo de São Paulo, o anapolino vai se dedicar 100% à pré-campanha em Goiás.
Contatos
Na viagem internacional, João Doria já esteve com o ex-prefeito Michael Bloomberg, com a direção do Bank of America, o banco Goldman Sachs e no Morgan Stanley. Depois, falou no JP Morgan e com investidores. A agenda ainda incluia o Council of the Americas, o Itaú e o maior gestor de fundos do mundo, o Blackrock.
Estável
“Há uma instabilidade fiscal e uma instabilidade política. Os investidores querem estabilidade, porque não são investimentos especulativos, e sim de longo prazo”, afirmou Doria. “A situação é muito parecida com a de 2016, quando eu assumi o Ministério da Fazenda”, disse Meirelles. No cargo, ele entregou uma reforma administrativa à qual credita a folga de R$ 50 bilhões em investimentos até o fim de 2022, recorde na história recente do estado.
História
Naquele ano, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), Meirelles foi chamado pelo novo presidente, Michel Temer, para tentar contornar a recessão que já durava mais de um ano. “A questão era a responsabilidade, mas também a credibilidade fiscal. Ao recuperar a confiança, baixamos o risco-Brasil e outros indicadores, controlando a inflação.”
Recursos
O governo estadual e os 246 municípios goianos assinaram Termo de Ajuste de Gestão (TAG) para quitar dívidas do estado adquiridas entre 2016 e 2018. Os débitos, que totalizam R$138,6 milhões, dizem respeito a verbas obrigatórias não repassadas à saúde, na gestão do PSDB, com Marconi Perillo e José Eliton no cargo.
Condições
A dívida será paga em 12 parcelas mensais no valor de R$ 11.557.006,67, com início em janeiro de 2022. Os municípios mais beneficiados serão: Aparecida de Goiânia (R$ 14,7 milhões), Goiânia (R$ 12,6 milhões) e Anápolis (R$ 7,6 milhões). O Estado garante que o pagamento das dívidas não prejudicará os repasses anuais obrigatórios.
Intenção
O objetivo do TAG é “trazer orientação pedagógica para solução dos problemas”, declarou o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO), Edson Ferrari. Já o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, aponta que o termo é importante para garantir maior eficiência aos serviços de saúde dos municípios, principalmente por conta do cenário pandêmico. Além do TCE-GO, estão envolvidos no acordo a Associação Goiana dos Municípios (AGM) e a Federação Goiana dos Municípios (FGM).







