Luiz Flávio de Oliveira, árbitro FIFA, que apita pelo estado de São Paulo, é quem comanda a decisão do Goianão do próximo sábado (2), na Serrinha entre Goiás e Atlético. A escolha de um profissional experiente para o apito não acalmou os dirigentes esmeraldinos, que após o primeiro jogo com vitória rubro-negra por 1 a 0, reclamaram muito da arbitragem de Eduardo Tomaz.
Em entrevista ao programa Sagres Esportes, o vice-presidente do conselho deliberativo do Goiás, Edminho Pinheiro, não poupou críticas ao presidente da Federação Goiana de Futebol, André Luiz Pitta. De acordo com o dirigente esmeraldino, a decisão de trazer um árbitro FIFA de outro estado é tardia. Ele ainda acrescentou que “de jeito nenhum” gostou da indicação.
“De jeito nenhum. Acho que infelizmente o presidente André Pitta, agora sim, demonstra para o Goiás que realmente ele tem problemas com o Goiás. Que agora os problemas aumentam significativamente, a partir do momento que ele coloca um árbitro categoria AB (Eduardo Tomaz) pra apitar o primeiro jogo, e vocês viram a aberração que aconteceu, e agora o presidente Pitta coloca até o quarto árbitro de fora, FIFA, o Luiz Flávio (de Oliveira), todos de fora. Isso é uma palhaçada. Por que não colocou o Luiz Flávio no primeiro jogo? Um árbitro do mesmo nível no primeiro jogo? Por que não fez isso que eu tinha pedido pra ele fazer no domingo depois do jogo contra o Iporá quando eu liguei pra ele? Respondeu que não podia desprestigiar os árbitros dele, que colocaria VAR do Rio de Janeiro. Aí… agora desprestigia os árbitros dele e porque não coloca um árbitro de categoria AB? Com isso ele configura e só aumenta a revolta da torcida e da diretoria do Goiás em usar dois pesos e medidas diferentes em uma decisão tão importante. É um escândalo”, reclamou Edminho.
Comunicado FGF
Também na última segunda-feira (28), a FGF soltou uma nota em que explicou que tentou um árbitro de fora para o primeiro jogo da final, no entanto não foi possível pois não haviam profissionais disponíveis com o escudo FIFA no futebol brasileiro. Tais justificativas não convenceram Edminho Pinheiro.
“Papel agora aceita tudo. Não tinha nenhum árbitro FIFA no Brasil, de fora, disponível? Agora tenho que eu pedir o Luiz Flávio? Eu pedi o Luiz Flávio lá para o jogo no campo do Atlético. Agora, não estou discutindo a qualidade do Luiz Flávio, estou discutindo o que fizeram. Coloquem um árbitro da mesma categoria”, disse Edminho, que ainda questionou o “trânsito livre” que possui André Luiz Pitta dentro da CBF para conseguir um árbitro de fora.
“Foi o Pitta que articulou tudo para o atual presidente (Ednaldo Rodrigues) se eleger. Ele, o Pitta, não conseguiria arrumar um árbitro de outro estado no Brasil? Ele não conseguiria como fez agora, tirar um de São Paulo? Eu nasci ontem. Vergonha. Esse comunicado da FGF, esse papel, hoje serviria pra eu ir no banheiro e utilizar depois de fazer o serviço”, completou.
Ainda sobre o seu relacionamento com André Pitta, Edminho Pinheiro revelou que convenceu seus companheiros de diretoria – presidente Paulo Rogério Pinheiro e o vice Harlei Menezes – a apoiarem na reeleição para a presidência da FGF. “O Goiás foi o primeiro clube a apoiar o presidente Pitta. Cheguei no Harlei e no presidente do clube e pedi um voto de confiança. O Goiás foi o primeiro a assinar a pedido do presidente Pitta. Assinamos a transmissão do campeonato sem nenhum centavo, foi feito o pedido para que o Goiás apoiasse o presidente da CBF, fomos o primeiro, agora fazer isso com o Goiás? Não queríamos vantagens, só que fizesse o que pedimos antes do primeiro jogo”.
Taça no lixo
Sobre o que escreveu o presidente Paulo Rogério Pinheiro após o primeiro jogo, que o Goiás venceria o Campeonato, mas depois jogaria a taça no lixo, Edminho Pinheiro disse que não concordou em um primeiro momento, porém voltou atrás sobre algo dito pelo seu primo e dirigente quanto ao presidente da FGF.
“Não concordei com o presidente (Paulo Rogério Pinheiro), mas parece que estava certo. Ele cansou de falar pra mim e para o Harlei não acreditarmos no Pitta. Ele vai trais vocês de novo. Em uma decisão não pode ter dois pesos e duas medidas. Ele errou gravemente”, destacou Edminho, que deu sua opinião sobre o que o Campeonato Goiano representa atualmente para o Goiás.
“Se ganhar, para o Goiás, pouco importa. Porque no ano passado eu cansei de falar para o Goiás abandonar o Campeonato e que neste ano deveria fazer de novo, pra focar, fazer uma boa pré-temporada. Agora estão aí, Nicolas, Vinícius, Pedro Raul, Maguinhos, todos “esbagaçados” por conta de Campeonato Goiano… agora perguntam: então por que vocês estão brigando? Por que entramos na competição, este ano, para ganhar. Diferente do ano passado, quando tínhamos o objetivo do acesso para a Série A”, finalizou.








