Marco Antônio Brener Oliveira e Priscila Tenuda Meira prestaram depoimento nesta quinta-feira (30) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa as contas de 2010, relativas ao último ano do governo de Alcides Rodrigues (PP). Os dois são servidores que trabalharam na área de informática da Secretaria da Fazenda no ano passado. A convocação foi motivada por uma denúncia feita pelo Presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, de que podem ter ocorrido irregularidades no Sistema de Programação Orçamentária e Financeira (SIOF-NET).

Questionado por parlamentares, Marco Antônio Brener assegurou que o SIOF é um sistema extremamente seguro. “Ele precisa ser integrado com vários outros sistemas. O cruzamento de todas as informações e muitos outros procedimentos o torna extremamente confiável”, garantiu.

A resposta convenceu o deputado Luís César Bueno (PT) para quem não há possibilidade de irregularidades. “O sistema tem segurança e se desligado você não consegue fazer nenhuma operação financeira”, ponderou.

No entanto, para o relator da CPI, Deputado Joaquim de Castro (PPS) é importante os parlamentares solicitem uma auditoria no SIOF: “Realmente o sistema foi desligado por várias vezes. Vamos requerer à CPI que se faça uma auditoria no sistema”.

Procedimento normal

A segunda depoente, Priscila Tenuda Meira, informou que a retirada do sistema ocorre de maneira freqüente e explicou que tudo fica registrado no SIOF. “Não é uma coisa rara. Quando chega um retorno bancário, enquanto ele está sendo atualizado, não pode ter nenhum usuário utilizando, então ele é tirado do ar”, exemplificou. “É uma coisa corriqueira, o usuário pode pedir a qualquer momento e fica registrado”.

A próxima a ser ouvida pela CPI será a Ex-Superintendente do Tesouro da Secretaria da Fazenda, Fernanda Maria da Silva Faria. O depoimento está previsto para acontecer na terça-feira, dia 5, às 9h.
Os Deputados aprovaram a prorrogação da CPI para até o dia 25 de agosto.