Em clima de despedida, com direito a trilha sonora da conquista do 15º título estadual, o técnico Marcelo Cabo abriu a entrevista coletiva após a final do Goianão 2020 com um pronunciamento, no qual dedicou o triunfo à torcida rubro-negra e a Marcelão, segurança do clube que se luta contra a Covid-19.

“Marcelão, nosso segurança, está passando por um momento difícil pela Covid-19, hoje ele se ausentou, fez muita falta. Eu peço oração pela recuperação do Marcelão. Mais uma vez dedicar esse título à nossa torcida, e a festa não foi completa porque eles não estavam aqui no estádio”, disse o treinador.

Campeão Brasileiro da Série B em sua primeira passagem pelo Dragão em 2016, Marcelo Cabo afirma que deixa o Atlético com melhor campanha da história em um Campeonato Brasileiro da Série A e com o título do Campeonato Goiano.

“Eu completo um ciclo de quatro meses no Atlético, com objetivos alcançados, com títulos, com melhor campanha da história [no Brasileirão Série A] com uma [classificação à] Sul-Americana. Eu fui convidado para um grande desafio que é dirigir um gigante do futebol brasileiro, na minha cidade. Há 12 anos que não moro no Rio de Janeiro, então tenho essa oportunidade de voltar, ficar perto dos meus familiares”, afirma.

Na coletiva, Marcelo Cabo diz que a decisão de deixar o Atlético ocorreu em comum acordo com o clube rubro-negro, e que sabe que encontrará um Vasco em reconstrução, já que foi rebaixado para a Série B do Brasileirão 2021, e ainda contou com a saída do então técnico Vanderlei Luxemburgo.

“Estou indo para um gigante do futebol brasileiro e mundial, que me deu essa oportunidade, que acreditou no meu trabalho, que nesse momento ele passa por uma reestruturação e confiou, tecnicamente, essa reestruturação”, esclarece. “Quando iniciei minha carreira no sub-13 do Olaria em 1999, eu sempre tive uma meta profissional de um dia voltar para minha cidade, em um grande clube do tamanho do Vasco da Gama”, complementa.

Emocionado, Marcelo Cabo falou da relação com o presidente Adson Batista, se declarou à torcida rubro-negra e deixou aberta a possibilidade de retornar ao clube.

“Eu prometi ao presidente [Adson Batista] que não sairia em meio de qualquer temporada, mas eu confirmei com ele que iria até o final depois a gente iria fazer uma avaliação. Peço desculpas a alguma torcedor, se algum se chateou com essa notícia, mas aqui deixo meu coração. A minha relação com o Adson transcende a de presidente-treinador, é uma relação de amigos. Ele é um conselheiro, um amigo querido. É muito difícil para um profissional dizer isso, mas quero externar todo o meu amor e gratidão a essa torcida. Falar que ama uma torcida, é uma coisa muito forte. Essa torcida do Atlético vai estar sempre no meu coração e no de minha família, e com certeza é um até breve”, afirma.

Ouça a entrevista na íntegra