O Goiás teve dupla personalidade na vitória heróica diante do Vitória no Serra Dourada – 4×3.

3×0 para os baianos com Marquinhos e Neto Baiano (2).

A virada esmeraldina com gols de David, Ricardo Goulart, Renan Oliveira e Rafael Toloi.

Um jogão no Serra Dourada com um público de apenas 4.232 pagantes. 

Enderson Moreira escalou o time querendo um rendimento brilhante desde o início.

Só que esse comportamento começou apenas quando o Vitória goleava o Goiás e ele teve que tirar Egídio e Junior Viçosa para escalar Ramon e Iarlei.

Substituições feitas ainda na etapa inicial com a torcida protestando e vaiando o técnico e jogadores.

O atacante Iarlei que exerce uma liderança enorme dentro do elenco, mudou a cara do jogo.

Mudança radical… Da água para o vinho.

Jogadores que se arrastavam em campo, começaram a correr.

A torcida que vaiava, empurrou o time para a reação.

E o Vitória não abriu uma vantagem por conta “só” de um apagão como disse Enderson Moreira na entrevista coletiva – O time baiano será que não teve méritos?

Podemos dizer que o Vitória teve um apagão no segundo tempo?

Claro que não.

O Goiás teve competência para buscar a virada e o Enderson méritos por fazer a alteração que foi decisiva para a terceira vitória esmeraldina no Campeonato Brasileiro da Série B. 

Iarlei foi a fera do jogo.

Pra mim ficou claro, o recado foi dado.

O elenco quer o Iarlei no time titular, a torcida também e o Enderson que quer o bem da instituição deve engrossar o coro.

Você coloca um jogador considerado titular no banco, quando você tem uma opção melhor e essa opção precisa corresponder a oportunidade… Não é o caso do Viçosa.

O sucesso não chega para quem trabalho com rancor.

E por outro lado, nenhum grupo vai alcançar o objetivo tendo esse tipo de comportamento.

Por tanto o elenco e a comissão técnica precisam falar a mesma língua.

O Goiás quer e precisa do acesso e não pode ficar refém de beicinho de cá, beicinho de lá.