Atualmente no Portimonense, de Portugal, o volante Rômulo, que jogou pelo Atlético Clube Goianiense em 2018, conversou com a repórter Nathália Freitas, da Sagres 730. Relatos do isolamento na cidade de Portimão, além do momento como jogador foram os temas da entrevista.
“As ruas estão vazias. Há dois dias, eu e um outro jogador do Portimonense resolver dar uma corrida na rua e logo quando saímos, fomos parados por policiais pra que voltássemos pra residência. Eles alegaram que ninguém poderia estar na rua. Bares, restaurantes, tudo está fechado. Apenas mercados e farmácias estão abertos, e mesmo naqueles mercados grandes, só podem entrar de 30 em 30 pessoas. Quando vamos em estabelecimentos fechados, é obrigatório o uso de máscara e luvas”, destacou Rômulo, que já participou de 18 jogos na temporada e marcou um gol.
“Já são oito meses de aprendizado. O clube logo exerceu a opção de compra em apenas seis jogos que fiz. Bom pra dar continuidade pra que eu possa render mais e cair nas graças da torcida”, completou.
Além do fato de não poder jogar, a mudança na rotina passa também pelo movimento na cidade de Portimão, ao sul de Portugal, mas que por causa do coronavírus, perdeu todo movimento dos turistas.
“Está completamente atípica. Portimão, apesar de ser uma cidade pequena de apenas 50 mil habitantes, vive cheia, porque é turística, então éramos acostumados a viver em uma cidade que era sempre movimentada, mas agora o clube e o governo pediram que a gente fique em casa pra que isso passe o mais rápido possível”, explicou Rômulo, que dobra a suas precauções, já que é pai da Valentina de apenas 1 anos e 8 meses.
“Nossa maior preocupação é com ela. Quando precisamos ir em algum supermercado, vai um de cada vez e logo que chegamos em casa, já lavamos a mão, desinfetamos com álcool, tudo do jeito que pedem”.
Sobre a volta aos treinos e jogos, a situação é indefinida assim como no Brasil, assim, só resta a Rômulo, esperar em casa e seguir o protocolo determinado pela comissão técnica do Portimonense, que ocupa a zona do rebaixamento do Campeonato Português, na 17ª posição.
“Logo que começou a pandemia, a vontade era voltar para o Brasil, mas se o campeonato voltasse, nós teríamos que voltar logo, então a melhor solução foi ficar em Portugal. O clube acabou de disponibilizar aparelhos e materiais pra que a gente pudesse fazer o treinamento na residência. Eles por um aplicativo ficam monitorando e passando o treinamento. O campeonato aqui não tem previsão de volta, até porque a epidemia ainda não passou aqui na Europa”.

Rômulo defendeu o Atlético-GO em 2018 (Foto: Paulo Marcos/ACG)
De longe, Rômulo tem acompanhado a caminhada do Atlético em 2020, clube que defendeu em 32 partidas na Série B de 2018, e acredita que o time deve surpreender na temporada.
“Estava acompanhando o Atlético até a parada. Esse ano está com time muito qualificado e que vai dar trabalho na Série A. Sobre o time de 2018, vai ficar marcado na minha memória. Não conquistamos o objetivo final por detalhes. Guardei boas memórias e fiz grandes amigos. Ainda mantenho contato com o Júlio César, Gilvan, Renato Kayzer e o Oliveira”, finalizou.
Ouça na íntegra a entrevisa de Rômulo à Sagres 730:





