A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) entregou nesta quinta-feira (20) à Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), um relatório com pontos críticos das rodovias estaduais utilizadas para escoamento da produção agropecuária.

Os dados, elaborados por meio dos Sindicatos Rurais de Goiás, mostram que há mais de 70 trechos em más condições. O presidente da FAEG, José Mário Schreiner, informou que este levantamento já havia sido apresentado em fevereiro. A preocupação à época era com a colheita da safra de verão que teve início em março. Agora, segundo Schreiner, a urgência é com o início do novo ciclo agrícola.

“Eu diria que temos de dois a três mil Km de estradas que precisam de atenção. Algumas delas já estão no programa de recuperação, mas outras precisam de uma atenção às condições adversas que podem prejudicar o escoamento da nossa safra”, argumentou.

Dos 20 mil quilômetros de rodovias estaduais, 10 mil ainda não são pavimentados. Segundo o presidente da Agetop, Jayme Rincon, até o final deste ano, 2.081 quilômetros devem ser reconstruídos e a expectativa é que até 2013, 60% da malha rodoviária pavimentada seja reconstruída.

Ele ainda informou que os recursos serão provenientes do Fundo de Transporte, cerca de R$ 240 milhões. “Nosso objetivo é definir, por meio de um grupo de trabalho, uma ação para atuar de forma emergencial. A recuperação rotineira está sendo feita. Estamos nos preparando agora para atuar em caráter emergencial e atacar os problemas mais sérios”.

Ainda de acordo com Rincon, até 2014, a meta é asfaltar 20% da malha ainda não pavimentada, de 10 mil quilômetros. “Estamos concluindo mais de 300 km de novas rodovias que estavam paralisadas e encaminhando um projeto para o BNDES para pavimentarmos mais de 1.500 Km de rodovias”, concluiu.