Fica a dica
Fica a dica!!!!! Como o próprio nome já diz, é nosso espaço para sugestões. Vamos garimpar dicas de filmes, livros, discos, locais e qualquer outra coisa que não esteja em destaque no momento, mas que já foi ou que estará em breve na boca do povo. Hoje nossa dica é a respeito do dia nacional do choro e o aniversário de Pixinguinha.
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Dia do Choro
Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira, Pixinguinha revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou. É por isso que hoje, no dia 23 de abril, comemora-se ao Dia Nacional do Choro, como uma homenagem ao nascimento de Pixinguinha.
A data foi criada oficialmente em quatro de setembro de 2000, quando foi sancionada a lei criada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello. Trata-se de um dos gêneros musicais mais populares da música nacional.
Celebrando a data, o teatro Sesi traz três apresentações para Goiânia. Quem encabeça a programação é o Grupo Choro Novo. Na noite também se apresentam a goiana Karine Serrano e Luciana Clímaco. O Teatro Sesi fica na Avenida João Leite no Setor Santa Genoveva e a apresentação está marcada para às 20h. Os ingressos são vendidos apenas na bilheteria do teatro.
A história do “choro” começa remotamente em 1808, com a chegada da Família Real ao Brasil. Surgiu no Rio de Janeiro, originando da fusão de ritmos europeus com ritmos afro-brasileiros. Os músicos utilizavam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e “choroso”.
O nome deste estilo musical pode ter sido derivado da palavra xolo, que era um tipo de baile em que os escravos faziam no período colonial, ou talvez, pela maneira chorosa que os músicos amaciavam certos ritmos de sua época. No início, era apenas um grupo de instrumentistas que aos sábados e domingos se reuniam na casa de um deles para fazer música.
Foi a partir de 1880 que o choro popularizou-se nos salões de dança e no subúrbio carioca. Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga foram os primeiros compositores que deram características próprias firmando-o como gênero musical extremamente brasileiro. No início do século XX começou a ser cantado, deixando de ser apenas instrumental.
Aproxima-se do maxixe e do samba e adquiriu um ritmo mais rápido, agitado e alegre. Mas foi durante a década de 30, com o apoio do rádio e com investimento das gravadoras de disco, que o choro tornou-se sucesso nacional. Uma nova geração de chorões organizaram-se em conjuntos chamados regionais e introduziram a percussão nas composições.
Na década de 50, o estilo musical perdeu seu espaço devido ao surgimento da Bossa Nova, mas manteve-se presente na produção de vários músicos da MPB. Foi redescoberto na década de 70, quando criaram os Clubes do Choro, que revelam novos conjuntos de todo o país e os festivais nacionais. Atualmente, o choro faz parte do imaginário coletivo e ilustra a história do País.






