Foto: Sagres On

O projeto Águas do Cerrado realizou neste sábado (14) o plantio de 100 mudas de árvores típicas do Cerrado, na praça Quinze de Agosto, na Vila Rosa, em Goiânia. A ação reuniu cerca de 50 pessoas e tem como objetivo restaurar uma nascente que fica no local. Instrutoras da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), que coordenam o projeto, colaboradores do sistema Sagres de Comunicação, representantes da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e muitas outras pessoas que abraçaram a ideia estiveram no local.

Cerca de 50 pessoas participaram da ação que, além de contribuir com a preservação da natureza, vai ensinar alunos da Renapsi a educação ambiental. Isso porque a manutenção das mudas plantadas na praça será feita pelos instrutores da instituição juntos aos alunos.

Uma das coordenadoras do projeto, Renata Ultra, explica que o local foi escolhido justamente para que os jovens aprendizes tivessem fácil acesso ao local para cultivar as plantas. “A manutenção será feita pelo menos uma vez ao mês com os jovens aprendizes. Com isso nós queremos os conscientizar com o que eles vão deixar para seus netos. Qual planeta eles vão deixar para o próximo?”, questiona.

Anna Jullia tem 16 anos e é aluna na Renapsi. Ela ficou sabendo da ação em sala de aula e se prontificou a ir até o local e ajudar no plantio. “Eu achei muito interessante a ideia de reflorestar esse espaço para salvar esta nascente, então eu fiz o máximo para estar aqui”, revela.

A equipe do projeto Águas do Cerrado contou ainda com a ajuda de integrantes do grupo Exército de Cristo, que já atuam em causas sociais, como reforma de escolas e roçagem. Além de Luiz Botosso, da base escoteira de pesquisa e educação ambiental. Ambos abraçaram a ideia.

Meirinalva Pinto é a coordenadora do projeto Plantadores de Água. Ela ajudou a Fundação Pró-Cerrado no desenvolvimento do Águas do Cerrado. Ela explica quais mudas escolhidas para a revitalização da nascente na praça Quinze de Agosto. “Aqui temos sangra d’agua, cajuzinho, nó de porco e baru. Todas elas são típicas do Cerrado para facilitar a adaptação da planta nessa área”.

Todas as mudas foram doadas pela Amma, que também esteve no local ajudando a perfurar os buracos onde foram colocadas as mudas, montando os berços de capim para protegerem as plantas e colocando estacas de marcação no local.

A bióloga Eliomara Rodrigues explica a importância do projeto. “Cerca de 60% do Cerrado já está modificado. Infelizmente é uma porcentagem alta, mas é reversível. O resultado da ação de hoje não será visto de imediato, possivelmente só daqui dez ou quinze anos. Mas o importante é começar. E tanto quanto começar, dar manutenção é de extrema importância para que tenha o progresso na revitalização”, relata.

O Águas do Cerrado começou suas ações na última quarta-feira (11), quando a primeira equipe esteve ao local fazendo a limpeza. Na sexta-feira (13) uma outra equipe voltou ao local para preparar os berços que receberiam as mudas. Por fim, na manhã deste sábado (14) o grupo plantou as 100 mudas.

O projeto Águas do Cerrado é realizado pela Renapsi, com a idealização da Fundação Pró-Cerrado (FPC) e com o apoio do Instituto Altair Sales, Plantadores de Água, Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e Sistema Sagres de Comunicação.