Syd Oliveira Reis
O ano de 2009 sempre vai ficar na lembrança do torcedor do Goiás como o ano da frustração, da lembrança do time que poderia ter conquistado o primeiro título nacional, mas que caiu de rendimento na reta final e ficou apenas em novo. Uma década após a tentativa frustrada da estrela dourada, o ex-presidente Syd de Oliveira Reis, em entrevista à Sagres 730, diz ainda não entender os motivos da decepção.
“O Goiás estava muito bem colocado. Era um time que despertava a atenção do Brasil inteiro e até do exterior. Foi a maior presença de público nossa. Mas depois de um momento, alguma coisa aconteceu no Goiás e fez com que o Goiás perdesse jogos incríveis. Despencamos da segunda posição para o último lugar e fomos rebaixados em 2010. Nosso time era muito bom, tanto que foi vice-campeão da Copa Sul-Americana. Só não vencemos porque o Felipe perdeu o pênalti”, relembrou.
Para comandar um elenco estrelado, como Iarley, Fernandão, Harlei, Rafael Toloi, Léo Lima e Felipe, o técnico era Hélio dos Anjos. Questionado se houve problemas de relacionamento entre o grupo e o treinador, o ex-presidente descartou.
“O Hélio sempre teve um temperamento muito forte, mas não teve problema com a gente. O que aconteceu foi alguma coisa por fora. Duas vezes ficamos bem próximos do título brasileiro, mas dessa vez foi a que ficamos mais próximos. Fiz uma promessa de dar R$ 1 milhão aos jogadores para que eles permanecessem em primeiro lugar. Isso foi muito criticado, muita gente disse que eu teria de vender as fazendas. Mas na época era fácil porque a renda dos nossos jogos superava R$ 2 milhões”, garantiu.
A gestão Syd de Oliveira não foi completa. Aclamado em 2009, após mandato de Pedro Goulart, o dirigente foi afastado do cargo em setembro de 2010, com a alegação de não ter pago os impostos do ano anterior. Em um processo que foi parar na Justiça, ele retomou ao cargo, mas logo renunciou, com a posse de Hailé Pinheiro.
Para Syd de Oliveira, a sua queda da presidência teve início ao não destinar parte da transação de Felipe Menezes para a Lupi, uma empresa que investiu no clube durante a gestão Raimundo Queiroz, em 2005, e que, pelo acordo, recebia um percentual de cada atleta negociado.
“Eu tenho de lembrar um fato que ocorreu em agosto de 2009, quando eu vendi o Felipe Menezes para o Porto. Não veio uma quantia para uma empresa Lupi, no Goiás. Isso provocou uma reação. Ali, a nossa relação alterou, não sei qual a razão. A partir disso ficou muito difícil para eu permanecer”, revelou o dirigente.
Destituído do cargo em setembro de 2010 e também a perda dos direitos e do título de conselheiro, Syd de Oliveira alega que outros problemas o atrapalharam na sua gestão e que a sua história contada pelo clube não é verdadeira.
“A minha relação de amor pelo clube segue intacta, mas me afastei do Goiás. O clima não foi favorável em função que eu perdi a condição de membro nato do Conselho e uma outra série de exigências. Minha passagem pelo Goiás vai ficar registrada em uma história que não está sendo contada no momento, mas que no futuro possa aparecer”, relatou com mistério o ex-presidente.
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