Eliminado na Copa do Brasil e líder absoluto do Goianão, o Goiás vê o Campeonato Brasileiro bater à porta. A competição nacional terá início no dia 27 de abril e até por isso o esmeraldino corre contra o tempo. 

Como o Estádio Hailé Pinheiro não tem a capacidade mínima exigida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o clube deseja sediar suas partidas como mandante no Serra Dourada. No entanto, o estádio precisa passar por reformas para que isso aconteça. 

“Nós estamos dispostos a fazer esse investimento no Serra Dourada porque precisamos ter um um Serra melhor, mais confortável para jogarmos o Campeonato Brasileiro. A gente compreende as dificuldades da Secretaria (de Esportes) porque existem questões burocráticas no Estado que têm que ser respeitadas. Nossa preocupação é muito grande em relação a isso. Nossa preocupação é jogar aqui, para o nosso torcedor, porque nós precisamos do Serra Dourada em condições, já que os outros estádios ficam pequenos para o Goiás jogar a Série A”, destacou o vice-´residente do clube, Mauro Machado em entrevista à Sagres 730. 

Com todo esse imbróglio envolvendo a administração da praça esportiva, o dirigente revelou que algumas propostas surgiram para que o Goiás vendesse seus mandos de campo para outros estados. 

“Isso é uma coisa impensável, mas nós já tivemos vários contatos para o Goiás jogar fora de Goiânia. Claro que nós não queremos, por isso achamos que é urgente que a gente resolva essa questão. Mas estamos dispostos a ajudar o Estado nesta reforma do Serra Dourada para que a gente possa jogar lá, não queremos de forma nenhuma jogar fora de Goiânia”. 

Goiás já mandou jogo contra o Flamengo no Mané Garrincha, em Brasília (Foto: Reprodução/Internet)

Apesar de cosiderar improvável a situação de vender os mandos de campo, Mauro Machado reiterou que o Serra Dourada precisa de reformas para receber partidas com os principais times da elite do futebol brasileiro. 

“A princípio o Goiás não pensa em vender os mandos de campo, mas precisamos de um estádio em condições de fazermos jogos grandes, por isso nossa preocupação (…) A nossa intenção é fazer os jogos em Goiânia de qualquer maneira. Nós queremos é ter condições de jogar em Goiânia, nós não vamos fazer isso com nossa torcida e nem com noso time também, porque para nós a questão técnica é muito importante. Você jogar aqui, vai jogar com a torcida do seu lado. Se a gente for jogar contra o Flamengo em Brasília, vamos jogar fora de casa mesmo que o mando seja nosso. Nossa ideia clara e evidente é jogar aqui em Goiânia e temos convicção que o Estado vai proporcionar isso e teremos um estádio apto para receber os jogos da Série A”. 

Ex-jogador do Goiás, o atual diretor de futebol do clube, Túlio Lustosa, conhece muito bem o Serra. Segundo ele, são situações pontuais que preisam de ajustes, principalmente para os atletas e staff. 

“O Serra Dourada precisa de uma revitalização também para o torcedor, mas pensando nos atletas e na comissão técnica, os vestiários precisam ser reformados. Precisa ter equipamentos melhores, mais conforto para a comissão técnica, departamento médico, arbitragem. Vale o investimento sim, o Serra Dourada sempre foi a casa do Goiás e eu espero que a gente possa sim jogar essa Série A lá”, explicou Túlio. 

Além de ajudar o Governo com a reforma do Serra Dourada, o Goiás faz investimento também em sua própria praça esportiva. O clube tem um projeto e pretende ampliar o Estádio Hailé Pinheiro para 20 mil torcedores. Contudo, mesmo com essa capacidade maior, o Goiás não deve sediar todas as partidas da Série A na Serrinha. Assim, contra times de maior torcida, os jogos devem aconteer no Serra Dourada. 

“A partir do momento em que a gente fizer a segunda etapa na Serrinha, muitos jogos de Campeonao Brasileiro poderão ser feitos lá, mas ainda tem a questão dos grandes jogos com apelo popular maior”, revela Mauro Machado