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Rubens Salomão

GreenYellow planeja investir R$ 500 milhões em usina solar de grande porte em Goiás

A GreenYellow escolheu Goiás para primeiro teste com geração de energia solar fotovoltaica em larga escala, em processo de transição da Geração Distribuída, com sistemas locais em terrenos ou tetos solares, para a produção de grande porte para grandes quantidades de clientes. A empresa francesa ainda não confirma detalhes sobre a instalação da usina de energia renovável em solo goiano, mas o empreendimento foi confirmado pelo presidente da GreenYellow no Brasil, Marcelo Xavier, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

A multinacional francesa foi fundada em 2007, com sede na cidade de Saint-Etienne, e atua na geração e distribuição de energia elétrica a partir de fontes sustentáveis no Brasil desde 2013. “Tendo em vista o rápido desenvolvimento do mercado de solar no Brasil, estamos planejando para a GreenYellow a entrada, no curto prazo, no segmento de geração centralizada. Já temos a outorga de mais de 140 MWp para fazendas fotovoltaicas nessa modalidade”, diz Xavier.

Neste momento, a empresa realiza desenho dos novos modelos de negócio para, depois, iniciar a prospecção de potenciais clientes. O foco será em autoprodução no mercado livre de energia, modalidade em que parceiros passam a deter uma participação acionária na produção do empreendimento, e soluções de geração local. Até este ano, a empresa tinha foco em atendimento de projetos locais, na chamada Geração Distribuída, como nos projetos da Claro, em Goianésia, e da Assaí Atacadista, em Goiânia.

energia solar
Foto: Pequena usina da GreenYellow em Padre Bernardo (GO). (Crédito: Divulgação)

Detalhes internos

“Estamos avançando em relação ao terreno e investimentos internamente. Com essa mudança da legislação, temos a previsão de estar com este projeto até o fim de 2024. É o teste que faremos no Brasil nesta nova estratégia da empresa. A usina ficará em Goiás”, conta o presidente da multinacional no Brasil.

Investimento

“Temos R$ 500 milhões estimados para serem investidos este ano. Esta usina terá uma parte dos investimentos em 2023 e outra parte em 2024”, diz Marcelo Xavier.

Mercado

A diversificação de atividades não é novidade na GreenYellow, que já tem produção local de energia solar nas cidades de Planaltina (DF) e Padre Bernardo (GO). A francesa abre novas frentes de negócio e anunciou no último ano a entrada nos mercados de mobilidade elétrica e no de armazenamento de energia.

Mudança

“O foco, no entanto, continua em energia solar, mas com a troca do nosso acionista majoritário, a Ardian, a empresa pode ser requisitada a buscar novos mercados”, conta Marcelo.

Foto: Caiado e Pedro Sales em 2020, durante vistoria em obra de rodovia. (Crédito: Divulgação/SECOM)

Representação

O secretário Estadual de Infraestrutura, Pedro Sales, deve encontrar nesta quinta-feira (22) definição para o Conselho Gestor do Fundo de Infraestrutura (Fundeinfra). O secretário terá reunião com o governador Ronaldo Caiado (UB) para tratar do colegiado, que será formado por quatro representantes do governo e quatro da iniciativa privada.

Valores

Os membros serão nomeados pelo governador para mandato de 12 meses, sem remuneração. O fundo arrecadou R$ 212 milhões, em janeiro e fevereiro deste ano, o que confirma projeção de arrecadar R$ 1,2 bilhão ao longo de 2023.

(Crédito: Gustavo Moraes Mendes/Câmara Municipal de Goiânia)

Fora da cidade

A vereadora de oposição Aava Santiago (PSDB) levou para o plenário da Câmara Municipal de Goiânia críticas à viagem do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) a Curitiba. Ela questiona a ausência do gestor da cidade em meio aos problemas administrativos e políticos vivenciados pelo Paço.

Ausência

“A cidade passando por uma série de percalços, o Paço Municipal anunciando licitações que são questionadas por esta Casa, início dos trabalhos da CEI da Comurg, e o prefeito, pessoalmente, evade de Goiânia para voltar aos atendimentos na semana que vem”, reclamou a vereadora na tribuna.

Foto: Prefeito Rogério Cruz com o presidente da Comurg, Alisson Borges. (Crédito: Divulgação)

Comparação

“O prefeito é tão presente naquilo que diz respeito ao parlamento de Goiânia que não é de sua competência, e se evade da cidade para uma semana de tecnologia enquanto os problemas vão se atropelando”, afirmou, em referência às ligações feitas pelo prefeito durante as articulações para formação da CEI.

Resposta

O líder da base, Anselmo Pereira (MDB), fez a defesa do Paço. “O prefeito tem direito de fazer a viagem aos lugares que vão ter tecnologia de ponta, como tem agora uma feira mundial de tecnologia. Não vejo nenhum problema, o Lula acabou de tomar posse e está chegando na China”, disse.

A propósito…

A CEI da Comurg aprovou ontem requerimento para convidar o presidente da companhia, Alisson Borges. A agenda de depoimento está confirmada já para esta quarta-feira (22), às 14h.

Auxílio deslocamento

A Comissão de Educação do Senado aprovou ontem projeto do senador Jorge Kajuru (PSB) que busca oferecer transporte para que a estudantes de baixa renda do ensino superior consigam chegar até a universidade. A matéria tem caráter terminativa e segue diretamente para análise na Câmara Federal.

Precisa!

Na justificativa, Kajuru argumenta que a Constituição assegura “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Além disso, cita como dever do Estado com a educação garantir “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

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