Fernando Haddad e Kátia Maria em carreata em Goiânia (Foto: Victor Machado/Sagres On)
O candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, cumpriu agenda na manhã desta sexta-feira (28) em Goiânia. Ele participou de caminhada com a candidata ao governo do Estado, Kátia Maria, entre outros copartidários. Em entrevista coletiva, o petista justificou a visita a Goiás e as principais preocupações com o estado.
“Primeira delas, melhorar a logística, que significa a segurança hídrica e escoamento, estradas de rodagem e estradas de ferro para que a produção possa escoar. Apoiar muito a Embrapa, a pesquisa está muito secundarizada nesse governo, largada, sem apoio do governo federal. Fortalecer a Embrapa, e diminuir os custos de transporte, e garantir a segurança hídrica, água para irrigação, são as três tarefas que nós vamos enfrentar imediatamente para gerar novos negócios em Goiás”, afirma.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o MDB ocupar ministérios caso seja eleito presidente, Haddad disse que só vai discutir a questão em uma possível disputa no segundo turno.
“Estamos trabalhando para chegar bem no primeiro turno, e aí no segundo turno nós vamos ampliar as discussões sobre quem assina o plano de governo. Antes de discutir nomes e partidos, temos que convocar o país para discutir os projetos. Todos serão bem-vindos, desde que concordem com as ideias que estamos apresentando”, destaca.
O candidato do PT falou sobre a questão da violência contra a mulher, já que Goiás ocupa a segunda posição no ranking nacional de feminicídios. “Em São Paulo passamos a fazer um acompanhamento das mulheres agredidas, porque muitas delas deixam de prestar queixa, depois da primeira, porque a violência aumenta em vez de diminuir”, analisa.
Fernando Haddad foi questionado sobre as prisões da Operação Cash Delivery, que atingiu o presidente da Agetop em Goiás, Jayme Rincón. Em outra ação na Justiça, Haddad também é investigado junto com Geraldo Alckmin e Beto Richa, ambos do PSDB. Os promotores da ação são investigados, por se tratar de período eleitoral. O petista argumentou sobre a atuação da operação em Goiás.
“Cabe ao Conselho Nacional do Ministério Público julgar a conveniência de abrir uma investigação sobre eventual partidarismo por parte de instituições que não podem ser partidárias. No meu caso, o Conselho Nacional do MP abriu um procedimento para investigar a conduta do promotor. Promotor não pode fazer política, tem que fazer justiça”, argumenta.
Por fim, Haddad afirma que, caso eleito, fortalecerá as instituições que combatem a corrupção no país.
“Vamos apoiar todas as instituições que já foram apoiadas pelos nossos governos. Nosso governo vai apoiar como sempre fez a Polícia Federal, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Controladoria-Geral da União”, conclui.








