Novo presidente do Goiás, com a renúncia de Syd de Oliveira Reis, Hailé Pinheiro concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (10) e informou as decisões que serão tomadas, emergencialmente, para tentar tirar o time esmeraldino da crise. Hailé revelou que não tinha intenção de assumir o comando e argumenta que só o fez para ‘ajudar’. “Não vamos acusar ninguém. Eu sou obrigado a assumir o Goiás sem poder e sem querer. Não tenho nem condições físicas pra isso mais”, disse.
Ele informou que conversou com o elenco na última semana, quando assumiu a presidência temporariamente, e se mostrou confiante em relação à um bom resultado na próxima partida, sobretudo após o trunfo sobre o Guarani, em casa. “Vamos ver se a motivação com a vitória traz também um bom resultado do Rio Grande do Sul, contra o Internacional, que será difícil”, ponderou.
Homem forte e influente na cúpula esmeraldina, Hailé nega que seja responsável pelas principais decisões e garante que o Conselho Deliberativo é democrático. “O conselho é composto de 263 membros. Eu só administro. As decisões são dos conselheiros. Só não posso é ser omisso e nunca serei”, assegurou.
Ciente do momento complicado financeiramente, o presidente não promete grandes mudanças e investimentos. “Não vai mudar nada. Não vamos trocar mais treinador nem jogador. O Goiás não tem dinheiro. Não vamos iludir ninguém. Nós queremos agora é apoio de vocês da imprensa e dos torcedores”, pediu.
“Não vamos jogar a culpa no Dr. Syd porque ele não é culpado de tudo. Ele é um excelente médico, mas não é um bom administrador. É normal, tem pessoas que não nascem para administrar”.
Pra se manter
Para conquistar a manutenção na Série A, Hailé promete seriedade e transparência e adianta que não quer atrasos em pagamentos. “O que estiver errado será estirpado do Goiás. Jogador com salário atrasado está errado e temos que dar uma solução pra isso”.
Questionado sobre a forma com que resolverá os problemas financeiros, o comandante pediu o apoio do torcedor. “Assaltar eu não vou. Estou pedindo ao torcedor para comparecer, comprar ingresso. O Goiás precisa de renda. Só me xingar, não resolve”, pontuou.
“Parabéns à torcida do Vila Nova, que levou 13 mil pessoas em um jogo sem importância e ganhou. Eu quero ver nossa torcida vibrante. O futebol goiano não pode ficar fora da Série A, isso seria absurdo”, complementou ainda, lembrando o último jogo do maior rival, pela Série B.












