A permanência na Série A já está praticamente sacramentada, faltando uma ou duas vitórias para se garantir matematicamente. Agora, o objetivo no Dragão já começa a ser outro: chegar a primeira disputa internacional, a Copa Sul Americana. O técnico Hélio dos Anjos confessou esse desejo e acredita que o Atlético está muito perto de atingir, até porque o espaço entre o rebaixamento e a zona de classificação da competição é muito perto.

 

“Temos que lembrar, não sei se são 18 ou 19 rodadas, que o Atlético está na zona da Sul Americana. Sair do rebaixamento e chegar a Sul-Americana é muito perto, nós pensamos no rebaixamento, mas estamos totalmente ligados na Sul-Americana porque os números mostram que temos chance para isso. Nossa esperança é, primeiro, a manutenção, e segundo, sonhar, quem sabe ano que vem nós não fazemos aqui no Atlético os jogos internacionais em uma Sul Americana”, ressaltou.

Diante de muitas equipes brasileiras que desprezam a competição, como o Botafogo, eliminado na última terça-feira, que usou o time reserva e foi goleado pelo Santa Fé-COL, Hélio destaca que se o Atlético lá chegar, vai tratar a competição como prioridade. Só que o treinador deixa suas colocações para um melhor aproveitamento: a competição ser estendida e começar antes, algo que seria até um atrativo para as equipes brasileiras. 

“Ela podia ser um pouco mais agilizada, antecipar um pouco. Se a gente for ver, ela é a UEFA, segunda competição mais importante da Europa, para a gente está nesse nível. É muito importante se a gente aumentasse a duração, que começasse um pouco antes, isso facilitaria muito para os clubes. Tem uma conotação de conquista importantíssima, tem que ser valorizada por todos, que é conseguir uma vaga na Libertadores. Acho que o Atlético não vai pensar diferente não, se tiver na Sul-Americana ano que vem, vai vender caro” garantiu.

 

René Simões foi um mestre

 

Para o técnico rubro-negro o trabalho de René Simões no ano passado foi determinante para a boa campanha este ano. “Agora a gente tem que enaltecer o trabalho que o atlético fez no ano passado, em minha opinião o René Simões foi um mestre. Foi um profissional que passou por todas as dificuldades do dia-a-dia e ele manteve o grupo super equilibrado. Este ano o grupo ficou mais preparado, mais experiente. Então o perfil e a personalidade deste grupo do Atlético é o que tem dado certa tranqüilidade para nós estarmos hoje a pouquíssimos pontos de manutenção na primeira divisão.”

Hélio ainda enaltece a campanha positiva feita pelo Atlético, principalmente após a sua chegada. “Pra mim, individualmente é muito bom, porque todos os campeonatos brasileiros que eu disputei por clubes de Goiás, eu não tive problemas com rebaixamento. Nunca tive o problema de terminar no sufoco, desde 95 em todas as passagens a gente deu boa colaboração para o futebol goiano e é o que eu espero fazer também este ano.”