Mais de 300 usuários do Ambulatório Médico Especializado (AME) e mais de três mil ligações telefônicas para a Central de Atendimento ao Cidadão (Teleconsulta) deixaram de ser atendidos nesta quinta-feira (1º), com a interrupção do atendimento nas duas unidades de saúde de Aparecida de Goiânia.
Os serviços gerenciados pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) por meio de contrato de gestão com a Prefeitura, foram fechados sob a alegação do órgão de “falta de condições de manutenção de seu funcionamento”. O Instituto alega que os repasses de verbas pela Secretaria Municipal de Saúde do município estão em atraso há mais de seis meses.
O Idetech informou ainda que a interrupção do funcionamento das unidades é por tempo indeterminado por não haver condições de retomar o trabalho sem a quitação dos débitos em atraso.
Prefeitura promete assumir gestão
O Secretário Paulo Rassi afirmou que o órgão assumirá a gestão do Teleconsulta e do Ambulatório Médico Especializado (AME) após a suspensão dos serviços do Idetech.
“A intenção era fazer a transição do AME e do Teleconsulta assim como fizemos em outubro com a Central de Regulação em Saúde. Mas fomos surpreendidos com essa atitude precipitada do Idtech”, explicou o secretário de Saúde de Aparecida, Paulo Rassi, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira.
Assessor jurídico do Instituto, Juscimar Ribeiro, argumenta que as tentativas de negociação com o município de Aparecida vêm desde o início da gestão do secretário Paulo Rassi e que os alertas sobre o fim dos contratos e a necessidade de sua renovação remontam o mês de agosto. “É leviano da parte do secretário afirmar que foi pego de surpresa em relação à interrupção do serviço”.
Transição
De acordo com Paulo Rassi, as consultas agendadas pelo Teleconsulta até quarta-feira serão realizadas normalmente. Por enquanto, quem necessitar agendar consulta básicas eletivas de clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia serão agendadas presencialmente nas unidades de saúde. Já os médicos especialistas que atendiam no AME deverão ser lotados nas unidades de saúde. “Vamos definir a melhor estratégia para atender à população. No máximo em 30 dias tudo será normalizado”, contou o secretário.
O secretário de Saúde disse que os médicos que atendem no AME são contratados pela Prefeitura de Aparecida e que os móveis também pertencem ao município. Segundo ele, o objetivo é manter os serviços funcionando nos mesmos locais, mas isso dependerá da vontade dos proprietários dos imóveis em renovar a locação dos prédios.













