O lidera da bancada do PSL na Câmara Federal, deputado federal Vitor Hugo, nega que o governo de Jair Bolsonaro passe a ser refém do Centrão, depois da aliança para conquistar a eleição de Arthur Lira (PP/AL) à presidência da Casa.
Avaliações dentro e fora da base bolsonarista apontam risco do presidente ficar preso ao atendimento de das exigências por recursos e cargos, para conseguir aprovar projetos, por parte de deputados que participaram de todos os governos no Brasil, desde a redemocratização.
Vitor Hugo avalia que a “composição” é inevitável para que o governo consiga ter uma base de apoio no Congresso Nacional e que o próprio PSL, por ser o segundo maior partido na Câmara, com 52 deputados, tem força para atuar como uma blindagem ao presidente, com a influência sobre as principais votações.
“A imprensa criticava muito quando o governo não tinha uma base. Agora que houve uma possibilidade de composição e quando o governo teve uma grande vitória na eleição nas duas Casas, aí a pergunta é se o governo vai ficar refém”, ironiza o deputado.
“Vejo que nós um partido com uma ampla capacidade de posicionamento, de apresentação de destaques e influência. Somos maior partido de direita e somos uma blindagem par ao presidente”, afirma o líder.
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Pauta oculta
Fora da lista de prioridades de Jair Bolsonaro, deputados e senadores do Centrão indicam abertamente aos colegas uma “pauta oculta”, que deverá ganhar corpo no Congresso. Aliados do presidente da Câmara, Arhur Lira (PP-AL), e até integrantes da oposição enxergam oportunidade para o avanço de propostas que afrouxam a punição para crimes associados ao mau uso de dinheiro público e à corrupção.
Em espera
Fazem parte dessa agenda a limitação de punição para casos de improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, além da proibição de buscas em escritórios de advocacia. Enquanto isso, as PECs da prisão após a condenação em segunda instância e fim do foro privilegiado devem seguir a passos lentos, no mesmo ritmo da gestão do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Como esperado
O Centrão, inclusive, já pressiona Jair Bolsonaro para ter contrapartidas depois da vitória na eleição à presidência da Câmara dos Deputados. Estão na lista de exigências o comando do Banco do Brasil e Casa da Moeda. Também são almejados os ministérios da Cidadania e de Desenvolvimento Regional.
Rumo à 2022
A executiva do MDB em Goiás realiza hoje reunião antecipada pela Sagres para iniciar discussão interna sobre as posições que o partido deve adotar para a disputa da eleição de 2022. O encontro está marcado para às 17h, na sede do diretório regional, no Setor Aeroporto, em Goiânia.
Retomada
A reunião marca o retorno do ex-deputado federal Daniel Vilela às atividades partidárias oficiais desde a perda do pai, Maguito Vilela. Lideranças do partido cobram trabalho para criação de listas fortes de candidatos a deputado estadual, federal e até chapa majoritária, mas se dividem sobre base ou oposição ao governo de Ronaldo Caiado.
Podcast
O retorno e planos do MDB e PSDB, partidos que polarizaram o cenário político em Goiás por 20 anos está entre os destaques da última edição do Podfalar, o primeiro podcast de política de Goiás, que já está no ar.











