Em comício realizado na noite desta terça-feira (19), no Jardim Curitiba, em Goiânia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou críticas aos adversários do PSDB. No palanque, acompanhado do candidato ao governo do Estado Iris Rezende (PMDB), da presidenciável petista Dilma Roussef, governador Alcides Rodrigues e ex-candidato ao governo Vanderlan Cardoso (PR), Lula comentou questões polêmicas como a situação financeira da CELG e reclamou da falta de investimentos dos governos anteriores.
Em discurso, o presidente da república, se dirigindo à Iris, disparou: “Pergunta pro seu adversário, quanto o presidente dele – o tucano – investiu no governo dele e quanto eu investi no Estado de Goiás. Cansei de participar de atividades aqui e seu adversário dizia: ‘Vamos fazer tal obra. Eu dou metade e o senhor metade’. Eu dava a minha metade e a dele, porque ele nunca dava o dinheiro”, disse.
Ao comentar o uso de imagens da ferrovia Norte-Sul na propaganda de TV do peessedebista, Lula endureceu o discurso. “Tem uma coisa que a gente não aprende na escola e sim no berço, na relação familiar que é a questão do caráter e do respeito. Não precisa ser rico, negro, branco, mulher ou homem. Caráter a gente aprende com o pai e com a mãe e não tem nada pior do que um político sem caráter. Não tem nada pior do que alguém que não colocou nada na Ferrovia Norte-Sul e dizer que foi ele que fez”, alfinetou.
CELG
Ao lado do governador Alcides Rodrigues, relembrando o empréstimo recém-assinado para salvar a estatal goiana, o petista voltou a polemizar sobre quem foi o responsável pela crise da companhia energética.
“Iris, você poderia perguntar para seu adversário quem mais fez investimentos em estrada, quem quebrou a Celg e quem salvou. Desapareceu R$ 1 bilhão da conta da empresa e não tem culpado. Eu com esse homem aqui (governador Alcides) fizemos um acordo para recuperar a empresa que eles quebraram”, arrematou.
Novo x Velho
Lula ainda defendeu Iris, em relação às afirmações de adversários de que o peemedebista estaria velho. “Dizem que o Iris é velho e o outro é novo. Eu nunca vi um bom entendedor de vinho chegar na prateleira e pedir um vinho novo, ele quer o que é de melhor qualidade”.








