O impasse entre Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e médicos que atuam em Cais, Ciams e Postos de Saúde da capital continua. Os profissionais reclamam da falta de estrutura em algumas unidades, condições de trabalho, e exigem que os diretores sejam técnicos e não políticos, além da reivindicação pelo reajuste de salário.
De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a média salarial dos médicos que trabalham durante 20 horas semanais são de R$ 3.600 reais, e estudos feitos por entidades médicas apontam que o valor deveria ser em torno de R$ 900 mil.
O Presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Leonardo Mariano dos Reis, aponta que as negociações ainda estão travadas, mas entende a dificuldade da Prefeitura em conceder o reajuste pretendido pela categoria.
“A negociação emperrou justamente na questão do reajuste salarial e no escalonamento das consultas que gerou uma insatisfação por parte dos médicos. Eles reivindicam um reajuste justamente para compensar essa carga horária que está sendo cumprida rigorosamente”.
Outra reclamação dos médicos é em relação ao atendimento de consultas agendadas por telefone. O sistema organizou os horários, possibilitando uma melhor distribuição destes, e obrigando que os médicos cumpram a carga horária prevista. Leonardo Mariano dos Reis descreve que a organização é válida, porém é necessário que o poder público cumpra a parte que lhe caiba.
“Esta é uma maneira de organizar o sistema, e uma forma de organizar o atendimento, fazendo com que o médico fique nas unidades durante as quatro horas. Vejo com naturalidade e com um aspecto positivo”, analisa.
Uma nova assembleia dos médicos ocorrerá na noite desta quarta-feira (31) para definir se os profissionais voltarão às atividades normais ou não. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio de nota, informou que a única reinvindicação não atendida é a salarial, já que as demais já estão sendo discutidas e os avanços já foram obtidos.









