Durante muito tempo, quando se falava em carreira científica, era comum imaginar laboratórios e pesquisas conduzidas majoritariamente por homens. Áreas como matemática, química, física e tecnologia foram historicamente associadas ao universo masculino. Mas esse cenário vem mudando — e cada vez mais meninas têm descoberto que também podem ocupar esses espaços, desenvolver pesquisas e construir trajetórias na ciência.

Esse movimento de transformação passa, principalmente, pela escola e pelo incentivo de professores que acreditam no potencial dos estudantes. Para a professora Rejane Bononi, estimular a curiosidade e a confiança das alunas é um passo essencial para ampliar a participação feminina no universo científico.

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Segundo ela, muitas meninas demonstram interesse pelas áreas de exatas e pela pesquisa, mas ainda enfrentam barreiras culturais que, por anos, reforçaram a ideia de que esses campos seriam “coisa de menino”. Aos poucos, porém, essa percepção vem sendo desconstruída dentro das salas de aula.

“A ciência precisa de diversidade. Quando mais meninas se enxergam nesse espaço, mais ideias surgem, mais pesquisas são desenvolvidas e mais soluções aparecem para os desafios do nosso tempo”, destaca a professora.

Projetos que despertam vocações

Ao longo da carreira, Rejane Bononi tem participado de iniciativas que aproximam estudantes do universo científico. Em projetos desenvolvidos na escola, as alunas são incentivadas a investigar problemas, elaborar hipóteses e desenvolver pesquisas que dialogam com temas do cotidiano.

Essas experiências ajudam a mostrar que a ciência não está distante da realidade dos estudantes. Pelo contrário: ela pode nascer justamente das curiosidades que surgem dentro da sala de aula.

Participar de feiras de ciência, desenvolver experimentos e apresentar resultados também contribui para fortalecer a confiança das jovens pesquisadoras. “Quando uma aluna percebe que é capaz de investigar, descobrir e apresentar uma pesquisa, ela passa a acreditar mais no próprio potencial”, afirma a educadora.

O papel da escola nesse processo

Para ampliar a presença feminina na ciência, a escola tem um papel fundamental. Criar ambientes de incentivo, valorizar a participação das meninas em projetos científicos e apresentar referências femininas na área são estratégias que ajudam a quebrar estereótipos.

Além disso, atividades práticas, projetos de pesquisa e participação em eventos acadêmicos despertam o interesse dos estudantes e mostram que a ciência pode ser um caminho profissional possível.

Ao incentivar meninas a explorarem diferentes áreas do conhecimento, a escola contribui não apenas para a formação acadêmica, mas também para ampliar horizontes e oportunidades.

Ciência como caminho para o futuro

A presença de mais mulheres na ciência também tem impacto direto no desenvolvimento da sociedade. Quanto maior a diversidade entre pesquisadores, maior a variedade de perspectivas e soluções para os desafios contemporâneos.

Para muitas jovens, o primeiro contato com esse universo acontece justamente na escola, por meio de professores que estimulam perguntas, curiosidade e experimentação.

E é nesse processo que sonhos começam a ganhar forma. Ao perceber que podem pesquisar, inovar e contribuir com o avanço do conhecimento, muitas meninas passam a enxergar na ciência um caminho possível para o futuro.

SER Goiás na TV

O Ser Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação. 

O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. 

Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

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