O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a Selic para 2% ao ano, em mais um corte de 0,25 ponto percentual. Além de ser a base para empréstimos e financiamentos, a taxa básica de juros brasileira também define a rentabilidade de diversos investimentos a ela atrelados, como é o caso da poupança.
Em entrevista ao programa Tom Maior da SagresTV nesta terça-feira (18), o administrador, mestre em Economia e consultor de empresas, Luiz Carlos Ongaratto, afirma que com a baixa da Selic, a poupança desse ano pode trazer rendimento negativo.
“Quando a gente fala de rendimento negativo da poupança, o prejuízo é sempre econômico, não é financeiro. Você não vai ver menos dinheiro. Na verdade, a gente tem que comparar com a inflação, a gente sempre usou a poupança para pelo menos corrigir a inflação, que era muito alta no passado. Hoje ela está bastante baixa, abaixo da meta de inflação determinada pelo Banco Central. Com a taxa de juros mais baixa do que estava algum tempo atrás, pode ser que não compense a fórmula de cálculo da poupança, que corresponde a 70% da Selic”, explica.
Dessa forma, o rendimento com a aplicação mais popular do País ficou ainda pior, afundando-se de vez no território negativo. Com a taxa igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança devolve o valor investido mais 70% da taxa Selic, somado à Taxa de Referência (TR), que está zerada. Com isso, o atual retorno anual é de apenas de 1,40% a.a., sem descontar a inflação.
Para Luiz Carlos, é um desafio falar de investimento principalmente para as pessoas mais experientes, que tinham poucas opções no mercado. “A gente percebe, ainda, que o povo brasileiro é bastante conservador com seus investimentos em geral. Porém, agora está tendo uma necessidade de mais conhecimento, um pouquinho mais de informação, principalmente agora”, acredita.
Investimento em CDB Prefixados e IPCA+
Contudo, é mais interessante buscar as emissões bancárias de Renda Fixa Prefixadas (cuja taxa é conhecida desde o início da aplicação) ou aquelas atreladas à variação da Inflação (IPCA+), que são as melhores opções para o longo prazo. Aqui algumas taxas indicativas que podem ser encontradas no mercado pela plataforma da XP:

Esse tipo de investimento sempre estará presente em uma carteira de sucesso, já que atende a todos os tipos de perfis: Conservadores, Moderados ou Agressivos. Aplicar em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) consiste em emprestar dinheiro para um banco. Existem sempre três alternativas de rentabilidade: Prefixado, Pós Fixado ou ou mistos – exemplo: IPCA+. As aplicações pós fixadas acompanham um indexador. E, no caso dos CDBs, o indexador é o CDI, que, por sua vez, segue a Selic. Ambas sem perspectiva de elevação no curto prazo.
Segundo o consultor de empresas, Luiz Carlos Ongaratto, o melhor investimento varia de acordo com o perfil e objetivo de cada de investidor. “Para quem está começando, a dica que a gente traz hoje é a seguinte reflexão: como é que eu uso o meu dinheiro? Para quê eu quero poupar? A poupança é um investimento interessante para quem poupa bem pouco dinheiro, é melhor do que deixar no cofrinho em casa”.
Assista à entrevista na íntegra no Tom Maior #78








