Vanderlan Cardoso (PR), candidato ao governo pela coligação Goiás no Rumo Certo, foi o convidado desta sexta-feira da Sabatina 730. Entrevistado por Altair Tavares, Marcelo Heleno e Eduardo Horácio, no estúdio da RÁDIO 730, o republicano criticou a aprovação de um substitutivo do projeto que autoriza o empréstimo para a CELG e definiu a situação como “lamentável”. “É sempre esta discussão, de quem quebrou o que. Eles chegaram ao auge agora com a inviabilização do acordo que salvaria a Celg”, disse Vanderlan.

Ouça a participação na íntegra

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Com a não aprovação do texto, o acordo com o governo federal que possibilitaria o empréstimo de R$ 3,7 bilhões pode ser inviabilizado e a estatal corre o risco de perder a concessão. “Agora a Celg vai para o governo federal e o Estado ainda ficará com a dívida de R$ 6 bilhões”, lamentou Vanderlan.

O republicano lembrou que a perda também será dos municípios, pois a companhia deve cerca de R$ 750 milhões em ICMS ao Estado e, deste montante, cerca de R$ 150 milhões é parte que cabe às administrações municipais. “Isto é uma bola de neve. Eu acho que os deputados esqueceram os prefeitos. E agora? O que a Celg vai fazer para pagar os seus impostos? Até onde vai esta história?”, questionou. 

Educação

O governadoriável defendeu ainda o investimento em cursos técnicos e profissionalizantes como forma de gerar emprego. Ele pretende intensificar as parcerias com o chamado “Sistema S” (Senai, Senac, Fieg, SESI, SESC, Senar), e usar recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

“A economia cresceu muito e faltam profissionais qualificados. Nos menores municípios, tenho visto construções para todo o lado e faltam pedreiros, eletricistas, encanadores e todo o tipo de mão de obra”, complementou.

Vanderlan defende que a Universidade estadual de Goiás também invista nos cursos técnicos, de menor duração. Segundo ele, no plano de governo está previsto o investimento nos cursos profissionalizantes no último ano do ensino médio. “O jovem precisa sair da escola com uma profissão, poder ir para o mercado de trabalho e ter o que apresentar”.