A luta e o esforço das brasileiras não foi suficiente para superar a retranca sueca na semifinal do futebol feminino. Com uma equipe muito defensiva, as europeias seguraram o 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação e acabaram ganhando por 4 x 3 nos pênaltis, no Maracanã, colocando ponto final no sonho do inédito ouro das brasileiras em Olimpíadas.

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O Brasil irá atuar às 13 horas de sexta, dia 19, contra o perdedor do duelo entre Alemanha x Canadá. Quem vencer irá jogar contra a Suécia, às 16 horas, no Maracanã, na grade decisão do torneio olímpico.

O jogo

O primeiro tempo foi completamente dominado pelo Brasil, que não conseguia furar a retranca sueca. As melhores oportunidades vieram em finalizações de média distância de Debinha e em lances individuais de Marta. Apesar da maior posse de bola brasileira, foi das europeias a chance mais perigosa:  Schelin recebeu lançamento longo, entrou na área e bateu sobre o travessão.

O Brasil voltou com uma alteração: a volante Thaísa deixou a equipe para dar lugar a meia Andressinha. Apesar da formação mais ofensiva, as brasileiras insistiram (sem sucesso) em lançamentos longos e cruzamentos, facilitando muito o trabalho da bem postada defesa da Suécia.

Prorrogação

Vale lembrar que, tanto brasileiras, quanto suecas, tinham se classificado nas quartas de final após cansativos jogos, com prorrogações e pênaltis, contra Austrália e Estados Unidos, respectivamente. E isso pesou no confronto de hoje: as atletas estavam exaustas e não conseguiram produzir boas oportunidades. A exceção aconteceu no último minuto, quando a goleira saiu mal, afastando de soco e a bola sobrou nos pés de Marta, que finalizou com força, mas carimbou uma defensora adversária em cima da risca da pequena área.

Pênaltis

Hedvig Lindahl, goleira sueca, mostrou segurança em toda a partida e quase não deu rebote quando acionada. Nos pênaltis, pegou as cobranças de Cristiane e Andressinha e foi decisiva na classificação sueca para a final. A goleira, que joga no Chelsea, tem 33 anos e é titular da seleção sueca desde 2002.

As duas seleções erraram na segunda cobrança: Cristiane parou na goleira sueca, enquanto Asllani cobrou no cantinho e Bárbara fez grande defesa. As equipes aproveitaram os pênaltis, aos menos até a última cobrança. Andressinha cobrou à meia-altura e parou em nova defesa de Hedvig Lindahl, de 33 anos. Em seguida, Dahlqvist cobrou no cantinho e decretou vitória da Suécia por 4 x 3. Mesmo derrotadas, as brasileiras foram muito aplaudidas pelo público presente no Maracanã.

Ficha técnica:
Brasil 0 x 0 Suécia – Brasil 3 x 4 Suécia nos pênaltis
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro
Público: 70.454
BRASIL: Bárbara; Poliana, Mônica, Rafaelle e Tamires; Formiga, Thaísa (Andressinha) e Marta; Bia (Raquel), Andressa Alves e Debinha (Cristiane).
Técnico: Vadão
SUÉCIA: Lindahl: Rubensson, Fischer, Samuelsson (Berglund) e Sembrant; Seger, Dahlkvist e Asllani; Appelqvist (Schough), Blackstenius (Jakobsson) e Schelin
Técnico: Pia Sundhage