Ano passado uma nova diretoria assumiu o comando do Goiás Esporte Clube. A chapa foi encabeçada por Sérgio Rassi, para assumir a presidência, e a linha de trabalho era clara: sanear o clube e acabar com as inúmeras dívidas feitas durante as últimas gestões. Missão honrosa e complicada, praticamente impossível no cenário atual do futebol brasileiro.
2014 se foi, as dívidas diminuíram e mesmo com poucos investimentos o Goiás conseguiu seu objetivo: permanecer na Série A. Ok, 2015 então seria diferente. Com as contas ajustadas, os investimentos no futebol poderiam ser maiores e, com isso, o Goiás teria um elenco mais qualificado e preparado para alçar voos mais altos, certo? Errado. 1/3 do ano já foi cumprido, o Campeonato Goiano está no fim e o Goiás ainda não tem um time pronto para o Brasileirão.
Mesmo com a atitude louvável de Sérgio Rassi em manter nas rédeas as finanças do clube, a situação é para se preocupar. O Goiás é um time de futebol e, como tal, exige que a atenção principal esteja no futebol. As dívidas imensas, que tinham que ser controladas, já foram. O próximo passo é cuidar do maior patrimônio de um clube: a torcida. E essa, ultimamente vem dando todos os sinais possíveis (uns até claros demais, como o do rapaz que incendiou a própria camisa do Goiás em um vídeo viral na internet) que não está satisfeita em nada com o clube.
Como um administrator, Sérgio Rassi está de parabéns. Como um presidente de futebol, deixa muito a desejar. E não há como usar de desculpa a situação financeira para explicar a perda do atacante Borges para a Ponte Preta e de Walter para o Atlético Paranaense. Será que esses dois times têm uma situação superior a do Goiás? Talvez o último se iguale, mas o time goiano não fica muito atrás. Falta visão e preocupação por parte do corpo gestor do clube para com a torcida e também com a tradição do Verdão.
Esses foram apenas dois exemplos. Há um ainda mais preocupante que deve ser comentado. No início do ano, o Goiás recusou o zagueiro Ferron, experiente em competições nacionais que saiu do Sport, porque estava fechando com Júnior Lopes. Será que a troca foi boa? Deixo para o torcedor esmeraldino responder. O sinal de alerta tem que ser ligado imediatamente. Ainda dá tempo de procurar boas opções, qualificar o elenco para a Série A e trazer o torcedor de volta. O Goiás agora corre contra o tempo para não ir no sufoco para o Brasileirão, com o fantasma da Série B agarrando seu calcanhar.








