Autoridades do governo argentino prestarão nesta quinta-feira (18) esclarecimentos a parlamentares sobre o decreto da presidente Cristina Kirchner que exige autorização oficial das embarcações que pretendam transitar por águas do país. O decreto foi assinado neste terça-feira (16), no momento em que empresas de petróleo inglesas anunciaram o início das atividades de exploração de hidrocarbonetos na área das Ilhas Malvinas.
O vice-presidente do grupo de trabalho designado para acompanhar a execução do decreto, Ruperto Godoy, disse nesta quarta-feira (17) que os parlamentares querem detalhes sobre a medida. “Amanhã vamos realizar a reunião com os funcionários. A reunião surgiu a pedido de parlamentares da Frente para a Vitória para nos colocar a par da situação”, disse ele.
Godoy foi chefe do comitê que analisou a questão das Ilhas Malvinas, no período de 2007 a 2009. “As discussões foram realizadas com acadêmicos, que reconheceram o apoio dos países latino-americanos à posição da Argentina, e os conteúdos foram aprovados para livros didáticos em escolas”, informou.
Controle das Malvinas
A Argentina e a Inglaterra disputam o controle das Malvinas, que os ingleses chamam de Falkland Islands, desde o Século 19. No governo de Néstor Kirchner (2003-2007), marido da atual presidente, houve campanha para retomar o controle da região. Em 1982, a Argentina e a Inglaterra partiram para o confronto armado na área.
Segundo Cristina Kirchner, o objetivo do decreto é defender os direitos dos argentinos. A execução do decreto será coordenada por uma comissão interministerial, formada por cinco ministérios, sob a coordenação das pastas das Relações Exteriores e da Economia.








