Foi aprovado, por unanimidade, o requerimento que prorroga por mais 60 dias a CPI da Assembleia Legislativa que investiga uma suposta rede ilegal de grampos telefônicos e invasão de dados de autoridades públicas.

De acordo com o presidente da CPI, deputado Talles Barreto, é necessário ampliar os prazos em razão da possibilidade do recesso da Assembleia e para permitir maior aprofundamento da apuração dos fatos. O parlamentar explica o que pode ser feito para que a CPI possa ter um perfil mais técnico. “Nós sabemos que existe um inquérito na Polícia Civil. Nós fizemos um convite ao diretor geral da PC para a próxima quarta-feira (3). Antes da vinda dele, os documentos que já existem na Polícia Cívil serão enviados para a Assembleia. Até para que os deputados possam interrogar o delegado geral,” disse.

O deputado Karlos Cabral (PT) solicitou que as informações relacionadas ao inquérito policial aberto pela Polícia Civil de Goiás sejam encaminhadas à CPI dos Grampos, antes do depoimento do diretor-geral da corporação, João Carlos Gorski. O petista argumentou que os dados vão permitir um melhor aproveitamento do depoimento.

Outro ponto apresentado pelo parlamentar foi quanto à realização das reuniões no mês de julho. Ele aponta que em caso de ocorrer sessões parlamentares, que ocorra reunião da comissão. “Eu apresentei um requerimento para que no mês de julho as sessões da CPI se vinculem às sessões plenárias. Não havendo cessão plenária se que prorrogue o prazo para a CPI,” afirma.

A próxima reunião da CPI está marcada para a próxima quarta-feira.