Na última sexta-feira (30/1), o Diretório Metropolitano do Partido dos Trabalhadores (PT) expulsou os vereadores Tayrone di Martino e Felisberto Tavares. Segundo o presidente metropolitano da sigla, deputado Luís César Bueno, o partido “cumpriu sue papel regimental”. Bueno ainda aponta que os petistas foram expulsos porque “trouxeram prejuízos ao Partido dos Trabalhadores”. Dos 46 membros do diretório, 41 compareceram: 39 votaram pela expulsão, dois votaram contra e outros cinco não compareceram. 

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Tayroni di Martino e Felisberto Tavares são considerados traidores. Os dois votaram contra o projeto do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), que propunha o aumento do IPT e ITU na cidade. Sem o apoio de vários vereadores da base aliada, a só foi aprovada após a Prefeitura reduzir os índices de aumento dos impostos. 

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Durante o processo eleitoral do ano passado, Tayroni di Martino compôs a chapa “puro sangue” do partido que disputou o governo estadual. Dias antes do pleito, ele deixou a vice de Antônio Gomide. Este foi mais um fator decisivo pela expulsão do vereador. Também pesaram contra Tayrone algumas críticas que ele fez sobre o trabalho de Paulo Garcia à frente do Paço Municipal. 

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À reportagem da Rádio 730, Tayrone assegura que a Prefeitura influenciou na votação do diretório metropolitano que optou pela expulsão. “Tenho absoluta certeza disso. Três dos cinco membros da Comissão de Ética são da Prefeitura”. Tayrone ainda garante que pessoas que votaram “foram coagidas” a votar pela expulsão. “Uma irresponsabilidade, inclusive do prefeito municipal”, completou. 

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FELISBERTO
Felisberto considera expulsão "injusta" (Foto: Reprodução)
Luís César Bueno rebate as declarações de Tayrone. Segundo o deputado, a Comissão de Ética seguiu as “orientações do partido”. Bueno ressalta ainda que “os parlamentares foram eleitos para defender o governo do PT e o partido”, explica. O vereador Felisberto Tavares disse à 730 que “não fez nada que contrariasse o estatuto do partido”. O, agora, ex-petista justifica que votou contra o aumento do IPTU e ITU porque “seguiu a orientação da população”. Segundo ele, a “expulsão foi injusta”.

Os dois vereadores confirmaram ter recebido vários convites de outros partidos, porém, ambos não decidiram qual serão suas respectivas siglas.