Os policiais civis e os profissionais da perícia que atuam no Entorno do Distrito Federal anunciaram que entrarão em greve a partir da próxima sexta-feira (21). Eles reivindicam alteração no piso salarial e possível protelação, por parte do governo do Estado de Goiás.
Em entrevista à RÁDIO 730, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Entorno do Distrito Federal, Silveira Alves explicou o real motivo da greve que foi deliberada nesta terça-feira (18).
“Acreditamos que o governo iria cumprir com a parte de reajustar a gratificação de localidade e dar segmento às demais reivindicações. No entanto, nós estamos nos decepcionando a cada dia que passa”, relata.
Segundo Silveira Alves, o governo do Estado de Goiás está protelando e não cumprindo o que foi estabelecido no acordo. Ele afirmou que a Secretaria de Segurança instalou as duas comissões que buscam a promoção automática dos policiais e a revisão do enquadramento, porém em alguns casos, ainda não foram realizadas reuniões de discussão.
“Diante dessa situação, os policiais da perícia local estão sem armamento e entendemos que o Governo não está cumprindo o acordo firmado e por isso a deliberação na Assembleia”, assegura.
Segundo o presidente, os policiais da perícia carregam equipamentos valiosos (câmeras fotográficas, lanternas e materiais específicos) e por isso necessitam do armamento. “Eles trabalham à noite, em locais violentos e são policiais civis, portanto têm esse direito”.
O presidente do Sindicato explicou que a gratificação de localidade, que em 1995 correspondia a um salário e meio, está congelada. “Em reajuste anual, o valor é de R$ 276,00. Se ela estivesse na mesma proporção, teria que estar em R$ 800,00. Essa é a reivindicação da categoria”.
Descaso
De acordo com o presidente do sindicato, há um déficit e carência muito grande na Academia de Policiais Civis do Estado.
“A Polícia Civil está num quadro de sucateamento em todo o Estado. A pauta de efetivo hoje já acumula três mil vagas em aberto. Nós temos 350 pessoas aptas a serem convocadas para que supra essa necessidade”.
Ele afirmou que a categoria está sendo “enganada e enrolada” pelo governo do Estado. “Queremos que o nosso piso seja no mínimo, 60% do salário de um delegado de polícia. Nosso salário está defasado há sete anos. Acreditamos que o governador cumpra a lei”.








