Permanece a polêmica quanto à revisão do Plano Diretor. Esta semana o projeto foi encaminhado para a Câmara Municipal de Vereadores. O secretário de planejamento, Lívio Luciano, argumenta que o poder executivo fez várias discussões até que o projeto fosse enviado. Ele destaca que o Legislativo tem autonomia para apreciar quando achar conveniente o projeto. O secretário aponta que tudo o que foi encaminhado faz parte de resultados de uma comissão técnica, que inclusive vereadores fizeram parte.

“A Câmara Municipal é um poder autônomo, pauta suas votações, define o tempo e o poder executivo meramente envia projetos a Câmara. Agora é bom ressaltar que todas as informações e todo contexto do plano diretor que se encontra na Câmara foi objeto de estudo feito através de um grupo de trabalho cujo decreto foi assinado pelo prefeito em junho do ano passado. Um grupo formado por seis vereadores e seis técnicos da prefeitura, não existe no teor nada que foge a esses estudos que foram realizados por uma comissão formada por vereadores e pelo executivo”, explicou o secretário.

Entre as mudanças previstas, o projeto quer mudar regras para construção de prédios comerciais em vias locais, por exemplo, a permissão de edificação de grandes empreendimentos comerciais com maior grau de incomodidade em vias locais e com máximo de incomodidade em vias próximas a rodovias, além de estabelecer normas sobre a impermeabilização de terrenos. O secretário Lívio Luciano garante que todos os projetos a serem construídos em áreas que podem trazer prejuízos ao cidadão, só serão aprovados depois de profundos estudos.

Questionado se a revisão do plano diretor poderia beneficiar construtoras, o secretário Lívio Luciano descreve que não, que pelo contrário, o maior beneficiado será o cidadão goianiense. “Nós estamos preocupados em beneficiar a cidade e os moradores. Evidentemente que se isso for beneficiar ou prejudicar A ou B não é o nosso foco”, finalizou. (Com informações do Repórter Samuel Straioto)