A greve dos médicos da rede municipal de Goiânia continua, e agora afeta os serviços de urgência e emergência das unidades de saúde. O Diretor do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) Robson Azevedo afirma ao repórter Rubens Salomão que a Secretaria Municipal de Saúde não apresentou propostas concretas para as reivindicações da categoria.
O principal motivo da continuidade do movimento é o reajuste salarial e contratos precários de trabalho, que não são alterados pela Secretaria.
“Nestes contratos, onde temos mais de mil médicos trabalhando para Prefeitura, sem qualquer vínculo, sem ter direito a férias ou 13º, eles chegaram com a proposta de abonar três plantões durante o ano que daria algo e torno de um mês, para que se considerasse como férias, só que ele mesmo entendeu operacionalmente, isso não tem como. Nós temos que acabar com este contrato, somente com um concurso”, explica.
O Diretor do Simego declara que de agora em diante, além da paralisação dos serviços eletivos, as unidades também terão redução dos trabalhos de urgência e emergência.
A Diretora de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal, Cristina Laval analisa que a reivindicação para o ajuste salarial é justa, mas que a implantação depende da aprovação do piso dos médicos no Congresso Nacional.
“Esta é uma reivindicação que está sendo discutida no Congresso Nacional, e que para que ela seja efetivada, depende de Lei federal, e de indicação de recursos. Nós acreditamos que é uma luta que a Secretaria apoia, por meio do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, mas que na conjuntura atual é inoportuna”, avalia.
Segundo, ela, as possibilidades de negociação da Secretaria foram esgotadas, e que agora a Instituição busca a ilegalidade do movimento de greve no Poder Judiciário.








