Conduzido de forma coercitiva para prestar esclarecimentos ao Ministério Público nesta quarta-feira (7), quando foi deflagrada a operação La Plata, em Anápolis, o presidente da Câmara Municipal da cidade, Amilton Batista (PTB) diz ter sido questionado a respeito de quatro projetos que tramitaram na Casa, que tratam da expansão urbana da cidade e afirma que cumpriu os ritos legais.

O MP suspeita que parlamentares receberam vantagens para aprovação de matérias que favoreceriam empreendimentos imobiliários. “Expliquei o que já falei anteriormente à imprensa, que cumprimos todas as etapas relacionadas a uma matéria deste tipo, com realização de audiência pública, audiência do Concidades e debate no Núcleo do Plano Diretor”, garantiu.

Doze pessoas foram presas na operação, outras cinco foram conduzidas coercitivamente suspeitas de colaborar, de forma ilegal, para a liberação de construções em área de proteção ambiental.
“Isso está sendo averiguado. Certamente, nesse procedimento isso pode ficar mais claro e me parece ainda prematuro fazer qualquer avaliação sobre estas ilações”, comentou Amilton.

As construções em áreas ambientais foram motivadas a partir de aprovação de projeto de lei na Câmara Municipal de Anápolis, em que foi permitida a expansão urbana.

O Ministério Público investiga o esquema há quase um ano. Os promotores acreditam que mais pessoas possam estar envolvidas nas irregularidades.