Um estudo inédito do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT Brasil) e apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) indica o potencial da produção de veículos elétricos dobrar o número de novos empregos no Brasil até 2050. 

Além de pesquisadores do ICCT, o estudo tem a contribuição de cientistas da UNICAMP e da USP. Sua publicação traz uma projeção positiva para a economia, mas alerta que para atingir esse potencial será necessário acelerar os investimentos nessa nova cadeia industrial e na fabricação local de baterias e ter profissionais capacitados em competências para a eletromobilidade.

De acordo com as informações publicadas no estudo “A transição da indústria brasileira para veículos elétricos e seus efeitos em emprego e renda“, o setor de serviços irá concentrar a maior parte dos empregos gerados. São vagas em engenharia, logística, comércio, serviços técnicos e áreas diretas da produção dos veículos, máquinas e equipamentos elétricos.

A expectativa é de uma demanda maior por veículos elétricos a cada ano diante do fortalecimento de incentivos à produção limpa e ao distanciamento dos combustíveis fósseis. Dados apresentados na pesquisa mostram que o cenário de eletrificação já está gerando 88% mais empregos líquidos que o modelo atual. 

Nesse sentido, a atenção com toda a cadeia de sua produção pode dar ao país um potencial ainda maior na geração de empregos até 2050. “As vendas de elétricos já começaram a crescer no Brasil. Mas precisamos olhar também para os impactos sociais e econômicos dessa transição”, aponta o diretor-executivo do ICCT Brasil, Marcel Martin.

*Com CicloVivo

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta matéria, o ODS 12 – Consumo e produção responsáveis.

Leia mais: