É cada vez mais possível que a candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição tenha dois palanques em Goiás. A divisão do grupo PT e PMDB, com as candidaturas de Antônio Gomide e Junior do Friboi, fica mais evidente a partir de declarações recentes dos dois pré-candidatos e da análise nacional do marqueteiro Duda Mendonça.
Apesar do aparente discurso de união, Gomide garante que a definição de sua candidatura, no fim de março, não depende totalmente dos partidos aliados, mas apenas do diretório petista. Por outro lado, Friboi continua a cogitar a possibilidade de aliança com o DEM, do deputado federal Ronaldo Caiado, o que excluiria o PT da aliança com o PMDB no primeiro turno.
Ao mesmo tempo, o marqueteiro contratado por Junior, o consagrado Duda Mendonça, trouxe, na última semana, a análise de que é possível uma autorização nacional para a aliança prioritária apenas no segundo turno. Foi o que Duda explicou durante entrevista. “O PMDB é da base da Dilma. A prioridade do PT é eleger a Dilma. Ele vai fazer tudo para ter dois palanques ao invés de um. Fatalmente no caso de um segundo turno, o PMDB e PT estarão aliados,” detalha.
A possibilidade de dois palanques também fica clara na declaração de Antônio Gomide. Ele considera uma candidatura própria do PT, caso não haja acordo com o PMDB. “Estamos conversando com o PMDB e com os partidos aliados para construir uma grande chapa. Agora se por ventura, se chegarmos em março e não chegarmos a um entendimento, obviamente tomaremos uma decisão se vamos separados, mas no segundo turno estaremos juntos. Mas a prioridade é verdadeiramente construir a unidade das oposições,” argumenta.
A divisão ainda seria inevitável, caso Junior do Friboi consiga confirmar uma aliança com o DEM e Ronaldo Caiado. O empresário detalha que o convite ainda está aberto. “Eu entendo que o DEM poderia estar com o PMDB. O nosso partido não tem nenhuma rejeição em relação ao DEM. O Caiado está aí para se definir. O convite está feito. Para vencer nós precisamos de alianças,” reitera.
Peça fundamental nesta negociação é Iris Rezende, que luta pela união de PT e PMDB já no primeiro turno.












