Thiago Santos Viana, de 24 anos, foi morto à tiros nesta segunda-feira (18) após ter roubado um ônibus da empresa Reunidas, em uma garagem localizada próxima ao terminal Padre Pelágio. O rapaz se dirigiu até o setor Maísa II em Trindade, depois voltou para Goiânia, passando pela GO-060, pelas avenidas Perimetral Norte e Independência, chegando até o cruzamento da Marginal Botafogo com a Rua 3, na região central da cidade, percorrendo uma distancia de mais de 30 Km.

O ônibus bateu em vários carros neste trajeto, quando um grupo Tático da PM atirou no pneu traseiro e o veículo bateu em um Renault Clio. A colisão impediu que o veículo continuasse em fuga. Em seguida os policiais atiraram no rapaz, que ainda estava dentro do ônibus e morreu na hora.

O chefe do setor de Comunicação da Polícia Militar, Tenente Coronel Divino Alves de Oliveira, relata que a mãe do rapaz ligou para a polícia dizendo que o filho poderia ter roubado um ônibus.

“Segundo informação de parentes, ele possui transtorno bipolar e esteve internado. É o terceiro ônibus que ele furta. A mãe ligou à polícia e disse que ele roubaria o ônibus e depois cometeria suicídio”.

Segundo o titular da delegacia de Homicídios, Jorge Moreira, os policiais serão ouvidos e será feito um inquérito para apurar o fato. “Houve uma morte ocasionada por arma de fogo, portanto é um homicídio e será averiguado”

O caso será encaminhado para a corregedoria da Polícia Militar para que seja avaliada a situação dos militares que atiraram em Thiago Santos.

Susto

A artista plástica Carmem Silva Rochedo que dirigia o Renault Clio que colidiu com o ônibus, relata ter passado por momentos de aflição, sobretudo por não saber o que ocorria.

“O ônibus começou a aproximar e bateu. Logo em seguida veio o carro de polícia e saíram atirando. Meu carro estava obstruindo a porta do ônibus e eu fiquei sem saber o que estava acontecendo. Abaixei no banco do passageiro e fiquei esperando”, descreveu ela, em entrevista ao repórter Samuel Straioto, da RÁDIO 730.