A arrecadação federal interrompeu, em junho, a sequência de crescimento real em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo números divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal, a União arrecadou R$ 81,107 bilhões em junho, queda de 6,55% na comparação com junho de 2011, considerando a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o órgão, os motivos foram o desaquecimento da economia e as desonerações de impostos.
No primeiro semestre, a arrecadação federal somou R$ 508,555 bilhões, crescimento de 3,66% em relação aos seis primeiros meses de 2011, também considerando o IPCA. Foi o quarto mês seguido em que a arrecadação desacelerou na comparação com a arrecadação acumulada no ano anterior. Em março, o crescimento acumulado correspondia a 7,32% em relação ao primeiro trimestre de 2011. A expansão caiu para 6,28% em abril e 5,83% em maio.
Motivos
De acordo com a Receita Federal, os principais fatores que provocaram a queda da arrecadação em junho, além das desonerações, foram o fraco desempenho da indústria, que interfere no pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e a queda da lucratividade das empresas, que tem impacto sobre o recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
No caso do IPI para mercadorias produzidas no país, a arrecadação caiu 24,49% em junho na comparação com o mesmo mês de 2011. No caso do IRPJ e da CSLL, a queda correspondeu a 11,4%. Essas quedas consideram a inflação pelo IPCA. A queda só não foi maior por causa da formalização do mercado de trabalho, que se reflete no aumento das receitas da Previdência Social, e das vendas no comércio, que sustentam a arrecadação de PIS e de Cofins.
De acordo com a Receita Federal, a arrecadação da Previdência Social cresceu 5,88% em termos reais no mês passado – na comparação com junho de 2011. A receita de PIS/Cofins registrou aumento real de 5,38%. Outro fator que impediu uma queda maior na arrecadação federal foi o aumento das importações, que se refletiu em crescimento real de 16,37% nos tributos cobrados das mercadorias compradas do exterior. (Com Agência Brasil)












